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Paralisia de Bell: estresse pode desencadear a paralisia facial que acometeu Fernanda Gentil

Imagine acordar pela manhã, se olhar no espelho e ver uma parte do rosto paralisada. Um susto enorme, né? Essa condição ganhou mais destaque essa semana no Brasil depois do caso compartilhado pela jornalista Fernanda Gentil, nas redes sociais. Ela contou que, logo que percebeu a paralisia, o médico descartou Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o diagnóstico foi Paralisia de Bell.

05/03/2024 às 15h07 Atualizada em 15/03/2024 às 14h05
Por: Carlos Leen
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A psicóloga e coordenadora do curso de Psicologia da Wyden, Rosemar Vasconcelos, alerta: “O estresse é um elemento característico do mundo natural que ocorre em quase todos os sistemas biológicos. É, de fato, uma das maiores adversidades da vida moderna”,
A psicóloga e coordenadora do curso de Psicologia da Wyden, Rosemar Vasconcelos, alerta: “O estresse é um elemento característico do mundo natural que ocorre em quase todos os sistemas biológicos. É, de fato, uma das maiores adversidades da vida moderna”,

Imagine acordar pela manhã, se olhar no espelho e ver uma parte do rosto paralisada. Um susto enorme, né? Essa condição ganhou mais destaque essa semana no Brasil depois do caso compartilhado pela jornalista Fernanda Gentil, nas redes sociais. Ela contou que, logo que percebeu a paralisia, o médico descartou Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o diagnóstico foi Paralisia de Bell.

O relato dela chamou atenção para outros casos. O radialista Whallassy Oliveira também recebeu o diagnóstico no fim de 2023: “De início, sentia fortes dores nos ombros e no pescoço, não percebi a paralisia, só senti uma leve dormência. Em uma madrugada, senti dificuldade para engolir e movimentar a língua, achei estranho e quando fui ao espelho, vi o lado direito todo paralisado.”

Ele procurou ajuda médica, fez tomografia que descartou o AVC e confirmou o diagnóstico de paralisia de Bell, assim como Fernanda Gentil.

ENTENDENDO O PROBLEMA

A origem do nome se dá por causa de Sir Charles Bell (1774-1842), um cirurgião anatomista que se dedicou aos estudos sobre a complexidade nos nervos da face.

Um dos principais tratamentos é a fisioterapia. O fisioterapeuta e professor do IDOMED, Fernando da Silva Oliveira, explica como o tratamento fisioterapêutico ajuda nesse tipo de situação.

“Como podemos estar lidando com uma paralisia ou enfraquecimento da musculatura facial, precisamos avaliar todas as disfunções adquiridas. Esses pacientes necessitam de uma atenção fisioterapêutica, como também de um acompanhamento por outros profissionais de saúde, como, por exemplo, o fonoaudiólogo”, explica o profissional.

Segundo Fernando, a fisioterapia nesse casos serve para trabalhar as disfunções motoras adquiridas na face, ajudando a recuperar a sensibilidade e os movimentos.

“Parte dos pacientes, por exemplo, perdem a capacidade de contrair o músculo orbicular do olho ou não conseguem fechar por completo a pálpebra do olho, causando ressecamento. Nesses casos, podem ser realizados exercícios terapêuticos de reabilitação ou, em alguns casos, o profissional pode aplicar recursos tecnológicos no tratamento. Existem estudos apontando melhora nos quadros de Paralisia de Bell com aplicação de laserterapia de baixa potência”, explica.

CAUSAS PSICOLÓGICAS

As principais causas apontadas pelos especialistas para o surgimento do problema são a baixa imunidade e o estresse, fatores citados pela jornalista Fernanda Gentil ao relatar o caso.

A psicóloga e coordenadora do curso de Psicologia da Wyden, Rosemar Vasconcelos, alerta: “O estresse é um elemento característico do mundo natural que ocorre em quase todos os sistemas biológicos. É, de fato, uma das maiores adversidades da vida moderna”, afirma.

A psicóloga reforça que os esforços relacionados ao trabalho, às pressões sociais e à correria do dia a dia podem fazer com que a situação piore e os níveis de estresse fiquem insustentáveis. Whallassy Oliveira também fez esse destaque após passar pelo tratamento por causa da Paralisia de Bell: “A causa foi acúmulo de estresse e imunidade baixa. Desde então, tenho tentado controlar a ansiedade e os gatilhos que levaram à paralisia”, reforça.

Buscar qualidade de vida e saúde mental também ajudam a prevenir. “Fique atento aos seus exames e suas taxas de hormônios, de vitaminas. Muita atenção também para o estilo de vida e quantidade de tempo que você dedica ao seu trabalho. Seja menos exigente e autocrítico. Não incorra no perfeccionismo. O importante é que as nossas energias possam ser bem aproveitadas em tudo que nos dá satisfação”, conclui a psicóloga.

Mônica Brandão

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