
O Centro Cultural Tatajuba realiza, nesta quinta-feira, 20 de agosto, a partir das 18h, uma programação especial e gratuita dedicada às celebrações do Mês da Cultura Popular.
O evento reúne música, feira de economia criativa e valorização das tradições do Maranhão em uma noite voltada a toda a comunidade de Imperatriz e região.
A atração musical principal da noite será o espetáculo de Lília Diniz & Caravana Babaçuê Sertanejares. A apresentação propõe uma imersão nos saberes, memórias e sons dos babaçuais maranhenses, aproximando a linguagem musical das manifestações regionais e do cotidiano das comunidades tradicionais do estado.
Paralelamente à programação do palco, o espaço receberá uma Feira de Artesanato, abrindo vitrine para artesãos e produtores locais. A iniciativa busca impulsionar a economia da cultura na Região Tocantina, gerando renda e estimulando o consumo de produtos artesanais autênticos.
A entrada é gratuita e aberta ao público geral, sujeita à lotação do espaço. O prédio do Centro Cultural Tatajuba conta com estrutura adaptada e acessibilidade para pessoas com deficiência (PCD).
O projeto é viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), conta com o patrocínio das empresas Vale e Suzano, e é realizado pelo Instituto Tatajuba em parceria com o Ministério da Cultura e Governo Federal.
Lília Diniz, artista reconhecida pela pesquisa das raízes populares e da poética das quebradeiras de coco, combina sua performance com a feira de artesanato, em um evento que opera em duas frentes fundamentais para o desenvolvimento regional: a salvaguarda do patrimônio imaterial e o fortalecimento da economia criativa.
A descentralização das verbas de incentivo fiscal da Lei Rouanet, é parte de uma política que busca viabilizar pelo patrocínio de grandes cadeias produtivas instaladas no Sul do Maranhão (como a Suzano e a Vale), a garantia de que a população de Imperatriz tenha acesso contínuo e gratuito a bens culturais de qualidade.
O modelo adotado pelo Instituto Tatajuba demonstra que o investimento privado em equipamentos culturais do interior pode formar público leitor e espectador, além de atuar como catalisador social, gerando oportunidades de trabalho direto para a classe artística e para a rede de artesãos locais.