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PF deflagra “Operação Recidiva”: Fraude bilionária no INSS mira São Luís, Barreirinhas e Tutóia

Esquema utilizava contadores e intermediários para criar vínculos empregatícios fictícios com salários de até R$ 8,4 mil; PF estima prejuízo de R$ 4,6 milhões e cumpre prisões no Maranhão e Piauí.

Por: Carlos Leen Fonte: Folha de SP
08/04/2026 às 14h48
PF deflagra “Operação Recidiva”: Fraude bilionária no INSS mira São Luís, Barreirinhas e Tutóia
Arquivo

 

A ação de hoje é um desdobramento direto da Operação Transmissão Fraudulenta (julho/2025) e foca em profissionais técnicos que manipulavam o sistema SEFIP/Conectividade Social. O objetivo era "fabricar" aposentadorias e auxílios com valores próximos ao teto da previdência.

O "Modus Operandi" do Crime

Segundo a PF e a Inteligência da Previdência Social, o grupo funcionava como uma verdadeira linha de montagem de fraudes:

  • Falsificação Digital: Contadores inseriam informações falsas sobre vínculos de trabalho em empresas inativas ou "fantasmas".
  • Salários Turbinados: Para garantir o benefício máximo (R$ 8.475,55), os criminosos registravam salários fictícios elevados.
  • Captação de "Clientes": Intermediários atuavam em cidades como Barreirinhas e Tutóia buscando pessoas interessadas em obter o benefício irregular em troca de uma comissão.

Números da Operação

  • Mandados: 08 de busca e apreensão e 06 de prisão temporária.

  • Cidades Alvo: São Luís, Barreirinhas, Tutóia (MA) e Parnaíba (PI).

  • Prejuízo Identificado:

  • R$ 4,6 milhões em apenas 50 benefícios irregulares (na fase anterior, o rombo já somava outros R$ 4,7 milhões).Medidas Judiciais: Quebra de sigilo bancário e bloqueio total de bens dos envolvidos.


🧠 Análise do Blog: O Crime que não Descansa

O nome da operação, "Recidiva" (que significa reincidência), é um recado claro da Polícia Federal: mesmo após as prisões do ano passado, o esquema tentou se reorganizar. O foco em cidades turísticas como Barreirinhas e Tutóia chama a atenção, sugerindo que o grupo buscava áreas com menor fiscalização para captar "beneficiários".

Embora nenhum servidor do INSS tenha sido apontado nesta fase, a PF investiga agora quem são os contadores que detinham as senhas e o acesso técnico para "burlar" o sistema por dentro. Os envolvidos podem pegar penas pesadíssimas que somam estelionato, lavagem de dinheiro e inserção de dados falsos.

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