
A ação de hoje é um desdobramento direto da Operação Transmissão Fraudulenta (julho/2025) e foca em profissionais técnicos que manipulavam o sistema SEFIP/Conectividade Social. O objetivo era "fabricar" aposentadorias e auxílios com valores próximos ao teto da previdência.
Segundo a PF e a Inteligência da Previdência Social, o grupo funcionava como uma verdadeira linha de montagem de fraudes:
Mandados: 08 de busca e apreensão e 06 de prisão temporária.
Cidades Alvo: São Luís, Barreirinhas, Tutóia (MA) e Parnaíba (PI).
Prejuízo Identificado:
R$ 4,6 milhões em apenas 50 benefícios irregulares (na fase anterior, o rombo já somava outros R$ 4,7 milhões).Medidas Judiciais: Quebra de sigilo bancário e bloqueio total de bens dos envolvidos.
O nome da operação, "Recidiva" (que significa reincidência), é um recado claro da Polícia Federal: mesmo após as prisões do ano passado, o esquema tentou se reorganizar. O foco em cidades turísticas como Barreirinhas e Tutóia chama a atenção, sugerindo que o grupo buscava áreas com menor fiscalização para captar "beneficiários".
Embora nenhum servidor do INSS tenha sido apontado nesta fase, a PF investiga agora quem são os contadores que detinham as senhas e o acesso técnico para "burlar" o sistema por dentro. Os envolvidos podem pegar penas pesadíssimas que somam estelionato, lavagem de dinheiro e inserção de dados falsos.