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IMPERATRIZ – MPMA realiza palestra em alusão ao Agosto Lilás e à Lei Maria da Penha

Palestra foi realizada na sede das Promotorias de Justiça de Imperatriz“Direitos Humanos e relações de gênero: o enfrentamento à violência contra ...

Por: Carlos Leen Fonte: MPMA
20/08/2026 às 13h42
Palestra foi realizada na sede das Promotorias de Justiça de Imperatriz

“Direitos Humanos e relações de gênero: o enfrentamento à violência contra mulheres e meninas” foi o tema da palestra ministrada pela promotora de justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Ivana Battaglin, nesta segunda-feira, 17, na sede das Promotorias de Justiça de Imperatriz.

A atividade faz parte da programação do Agosto Lilás e da comemoração dos 20 anos da criação da Lei Maria da Penha. Autoridades, servidores, membros do MPMA e público em geral compareceram à capacitação.

Coordenadora do CAO-Mulher, Sandra Fagundes, presidiu a solenidade

A palestra foi realizada pela Escola Superior do Ministério Público do Maranhão em parceria com o Centro de Apoio Operacional de Defesa da Mulher (CAO-Mulher) e a 8ª Promotoria de Justiça Especializada de Imperatriz. Compuseram a mesa de abertura autoridades do Poder Executivo, Polícias Militar e Civil e entidades ligadas à rede de apoio.

A coordenadora do CAO-Mulher, promotora de justiça Sandra Fagundes, presidiu a solenidade e destacou que o Agosto Lilás é uma oportunidade para ampliar o debate e a conscientização sobre a violência de gênero, fortalecendo a prevenção e a rede de proteção. “O nosso propósito é levar informação, promover reflexão e aproximar a sociedade das políticas e dos instrumentos de enfrentamento à violência”, ressaltou.

Promotoras de justiça Gabriele Gadelha e Raquel Chaves foram debatedoras e mediadora

As promotoras de justiça Gabriele Gadelha e Raquel Chaves Duarte Sales atuaram como debatedora e mediadora, respectivamente.

AVALIAÇÃO

Gabriele Gadelha avaliou positivamente o resultado da ação, que contou com muitas mulheres e homens na plateia, envolvendo profissionais de diversas áreas, integrantes da rede de proteção e de enfrentamento à violência de gênero, além de representantes e moradores de diversos municípios da Região Tocantina.

“O impacto de momentos como este é sentido diretamente na qualificação dos serviços públicos e, sobretudo, no posicionamento que a sociedade assume de não tolerar a perpetuação de violências que maculam a vida e machucam meninas e mulheres”, pontuou.

PALESTRANTE

Ivana Battaglin é coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher do MPRS, coordenadora do Grupo Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher Baseada no Gênero do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais CNPG (Copevid) e integrante da Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Ivana Battaglin, promotora de justiça do MPRS, ministrou palestra

Durante a palestra, foram exibidos vídeos e dados sobre a construção das relações de gênero na sociedade. Ivana Battaglin citou a diferença nas formas de tratamento que crianças do sexo feminino e masculino recebem. Ela mostrou, ainda, que meninos geralmente recebem elogios tais como “forte, corajoso e inteligente”, enquanto meninas são chamadas de “princesas, delicadas e bonitas”.

A palestrante argumentou que este tipo de comportamento social torna diferente a percepção de futuro das crianças baseada no sexo, com uma tendência de incentivar homens a realizar trabalhos e afazeres mais complexos do que as mulheres.

Com relação à violência doméstica, a promotora de justiça gaúcha destacou que a Lei Maria da Penha é um importante dispositivo no combate à violência, assim como a criação e manutenção de grupos reflexivos com homens que praticaram violência.

Ao final, ela agradeceu ao público pelo interesse na temática. “Mesmo que nem todos concordem com as ponderações que fiz, foi perceptível que todos estavam atentos e envolvidos com o que trouxemos aqui hoje. E essa era minha missão: fazer as pessoas refletirem e poder transformar a percepção das relações de gênero por meio não só de dados, mas com emoção”.

Promotor de justiça Carlos Róstão entregou certificado para palestrante

Redação:Iane Carolina (CCOM MPMA)

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