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Entidades ligadas aos Direitos das Mulheres emitem nota de repudio pela escolha de nova secretária Abigail Cunha

Abigail é esposa do prefeito da cidade de Barra do Corda, Rigo Teles, também do PL, e não tem histórico de luta ou defesa dos direitos femininos.

Por: Carlos Leen
07/03/2023 às 09h14 Atualizada em 13/03/2023 às 09h44
Entidades ligadas aos Direitos das Mulheres emitem nota de repudio pela escolha de nova secretária Abigail Cunha
Em meio a polêmica sobre racismo estrtural, Abigail toma posse

Entidades representativas das mulheres maranhenses divulgaram, na última sexta-feira, nota de repúdio contra a nomeação da deputada estadual Abigail Cunha (PL) no cargo de secretária estadual da Mulher.

Abigail é esposa do prefeito da cidade de Barra do Corda, Rigo Teles, também do PL, e não tem histórico de luta ou defesa dos direitos femininos.

Racismo estrutural

Pesa ainda em desfavor da nova secretária das mulheres um caso classificado pela literatura sociológica, como “racismo estrutural” que é quando a pessoa explicita indiretamente a condição de preconceito ou superioridade de maneira mais sutil e complexa.

O racismo estrutural pode ser visto em diferentes aspectos da vida em sociedade, como no acesso desigual a oportunidades educacionais, empregos, moradia, saúde e justiça.

O Governo e a parlamentar ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

O editor do Blog deixa espaço aberto para o contraponto caso queriam fazê-lo.

A nota assinada por pelo menos 50 entidades foi divulgada pelo Fórum Maranhense de Mulheres. 

“Causa espanto e revolta a todo movimento de mulheres do Maranhão a indicação para a SEMU de uma deputada estadual recém empossada sem histórico nas lutas em prol dos direitos humanos básicos, a exemplo da igualdade de gênero para as mulheres. E para agravar a falta de conhecimento da pasta a deputada está sendo exposta nas redes sociais por postagens que denunciam o classicismo e o racismo”, diz o documento.

“Com a indicação da deputada Abigail Cunha, o Maranhão parece estar fazendo caminho inverso ao permitir que o órgão responsável pelas políticas públicas para as mulheres seja tratado como uma Secretaria meramente decorativa, sem orçamento e sem poder para atuar na articulação transversal, ora servindo como moeda de troca em negociações políticas. Nessa perspectiva, a indicação da deputada para a SEMU, em pleno mês de março, desrespeita todo movimento de mulheres do Maranhão”, completou.

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