
Nos últimos anos, vimos um aumento significativo na presença de militantes da extrema direita no Brasil. Infelizmente, acompanhado de um aumento de crimes cometidos por esses grupos, como agressões, ameaças e até assassinatos.
Os casos vão desde os famigerados atos do dia 8 de janeiro, passando pelo assassinato de sete pessoas por causa de aposta na sinuca (sim, o assassino era bolsonarista), chegando até as falas preconceituosas de um vereador em Bento Gonçalves - RS, indignado com o povo baiano por causa das denúncias de trabalho escravo perpetradas pelos seus colegas patrões.
Culturalmente, a sociedade brasileira enfrenta agora a anti racionalidade que saiu do armário, com todo seu preconceito contra pobre, seu racismo, machismo, homofobia, e não conseguiremos isto sem o firme reforço das instituições democráticas e a penalização de todos aqueles que cometeram crimes.
Essas pautas na visão de uma elite do atraso, colonial e escravocrata, são “puro mimimi”.
O que constituía a unidade eleitoral dos que venceram as eleições em 2018 pra presidente era somente um anti-petismo, e o mais doentio e toxico possível. E o que motivava este anti-petismo não era nada construtivo, mas tão somente o ódio, o preconceito, o desejo de destruir o outro e suas ideias.
Ao “vencerem” (o Johnny Bravo dizia que “venceu, porra!”), não souberam o que fazer, pois sua essência era desfazer, e não o fazer. Passaram então a se desconstruírem e a se atacarem.
O governo Bolsonaro terminou melancolicamente, marcado por uma série de escândalos e críticas internacionais.
A história é que tudo o que se junta pra destruir algo, sem ter um objetivo sincero e nítido do que construir depois, tem a essência da autofagia.
O ódio, a ignorância e a truculência são a essência do bolsonarismo, e não há conciliação com isso. Ser intolerante neste caso não é espelhar o ódio, é saber que estes demônios só vão voltar pros seus armários e pra profundeza dos infernos onde foram enfiados com esforços do porte da Revolução Francesa (lembram?), Com muita firmeza e nenhuma tolerância.
Portanto, é importante que a sociedade brasileira como um todo comprometa-se a combater a intolerância e a violência, promovendo valores como o diálogo, a empAitia e a justiça.
Somente assim poderemos construir um país mais justo e pacífico para todos. E, como o ditado diz, “o mal por si só se destrói.”
Mas devemos dar uma forcinha pra isso acontecer também....