
O ano de 2020 é atípico. Em todas as áreas de atuação, a pandemia da Covid -19 causou mudanças. Nas eleições não poderia ser diferente.
O calendário eleitoral foi totalmente alterado e até mesmo as convenções partidárias foram diferentes: no formato a distância, pelo google meet, zoom e até no modelo “drive in” rolou os eventos.
Óbvio que todas estas mudanças iriam afetar as campanhas e alguns analistas apostam que haverá uma tendência de valorização na questão do horário eleitoral na TV.
Os dados da audiência na televisão aberta cresceram muito no Brasil nestes tempos de pandemia. O Ibope divulgou que houve um aumento de 34 minutos no tempo de exposição diária do brasileiro à televisão. A média nacional, por dia, ficou em 6h17min, ante uma média mundial de 2h55min.
Então, aqueles candidatos que tiverem maior tempo de TV, poderão ter vantagem objetiva em relação aos demais ? Sim.
Com relação as redes sociais, é consenso entre analistas afirmarem que ultimamente elas – as redes – têm servido mais para a mobilização de simpatizantes do que para agariar novas adesões. No entanto ainda serão muito importantes para o processo todo. Os tribunais eleitorais devem monitorá-las com maior rigor, e os eleitores terão mais cuidado para filtrar as informações que recebem, diferente de 2018, momento em que as Fake News correram soltas.