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PM e Polícia do Exército preparam desocupação de acampamento golpista no DF

Interventor Ricardo Capelli afirma que “a situação no DF está controlada”

Por: Carlos Leen
09/01/2023 às 09h14 Atualizada em 09/01/2023 às 09h32
PM e Polícia do Exército preparam desocupação de acampamento golpista no DF
No começo da manhã, os policiais começaram a entrar no acampamento, que já dura mais de 70 dias. Outras tentativas pacíficas já fracassaram.

Atualização: Cerca de 1250 pessoas foram presas.

A PM do Distrito Federal cercou na manhã desta segunda-feira (9) o Quartel-General do Exército em Brasília para cumprir a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de retirada de todos os bolsonaristas acampados no local.

Em operação junto com a Polícia do Exército, os policiais deram cerca de 1 hora para que os manifestantes radicais recolham seus pertences e deixem o acampamento. Eles também informaram aos presentes que quem seguir no local será detido.

Alguns bolsonaristas deixaram o acampamento utilizando ônibus disponibilizado pelo governo do DF. Uma barreira de agentes de segurança acompanha a movimentação.

A ideia da cúpula militar é pressionar bolsonaristas a se retirar do local de maneira pacífica, evitando confronto. Alguns golpistas, contudo, mostram resistência. Um manifestante que xingava as forças de segurança foi detido.

Situação controlada

O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Capelli, nomeado interventor do Distrito Federal, afirmou que a situação “está controlada”. Em publicação nas redes sociais, Capelli garantiu que as operações contra os atos antidemocráticos vistos na capital do país no domingo (8/1) continuam nesta segunda (9/1).

"Os criminosos continuarão sendo identificados e punidos”, comprometeu-se Capelli.

Capelli compareceu à sede da Secretaria de Segurança Pública do DF ainda no domingo. Ele foi nomeado interventor após bolsonaristas depredarem as sedes dos Três Poderes, em atos terroristas.

Na madrugada desta segunda, após a intervenção anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou o afastamento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), pelo prazo inicial de 90 dias.

Moraes atendeu a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), “em face da prática de atos terroristas contra a democracia e as instituições brasileiras”.

(Com informações do site Metrópoles e Folha de SP)

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