
Faltando menos de três dias para eleição de domingo, mais um lamentável episodio se desenha neste segundo turno das eleições presidenciais.
O candidato Jair Bolsonaro (PL) voltou a atacar o Tribunal Superior Eleitoral, em especial o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, dizendo que ele "matou no peito" ao tomar a decisão contrária há uma ação de sua campanha sobre veiculações de rádio em cidades do interior da Bahia. O candidato ainda afirmou que uma equipe sua havia virado a noite (incluindo ele, que afirmou ter dado umas "cochiladas") para levantar os elementos pedidos pelo presidente do TSE.
Moraes disse que a ação de Bolsonaro não tem provas e se baseia em levantamento de empresa "não especializada em auditoria".
O ministro apontou possível "cometimento de crime eleitoral com a finalidade de tumultuar o segundo turno do pleito em sua última semana" e mandou o caso para ser avaliado dentro do inquérito das "milícias digitais", que é relatado por ele mesmo no STF (Supremo Tribunal Federal).
Nossa opinião:
Bolsonaro na verdade deseja mudar a pauta. Suas denúncias inconsistentes sobre as rádios visam se sair do debate do salário mínimo e do faroeste do Roberto Jefferson.
Nas redes sociais e em especial no Twitter, sua claque de seguidores e apoiadores é um chororô só. Não obstante o risco de querer tumultuar o processo é real e imediato.
Aliados não descartam a possibilidade de Bolsonaro embarcar nesse movimento a fim de tensionar ainda mais a relação com a Justiça Eleitoral e criar um argumento contra a corte em caso de derrota.
De qualquer forma, integrantes da campanha do presidente admitem a interlocutores que um pedido nesse sentido não teria chances de prosperar no Judiciário.
A prática da “cortina de fumaça” utilizada por Bolsonaro não é nova e os casos são variados. Quem não lembra aqui do famoso “golden shower” e tantas outras sandices ditas pelo atual da república ?
Até o próximo dia 30 muitos “golden shower’s” ainda poderão aparecer.