
Uma estratégia foi claramente derrotada: a de vitória de Lula no 1° turno. A resultante final foi que os “nanicos” até então desconhecidos apareceram e tiveram certo destaque, com maior foco para Simone Tebet.
Lula foi cercado e atacado com grande desonestidade intelectual dos adversários, sobretudo Ciro e Simone Tebet. Atacar Lula relativizando o fato de que se tinha um sujeito de extrema direita, um genocida, um miliciano no debate, fala muito mal dessas figuras.
Lula deveria ter sido mais contundente em sua auto defesa? Talvez, mas Lula enxerga onde a vista dos pobres mortais não alcança: se o debate estava favorecendo a eleição ir pra um segundo turno, por que azedar o clima com Ciro e Simone? Deve ter sido uma decisão difícil, mas ao final Lula passou uma imagem de muita estabilidade e controle, experiência, embora tenha concluído duas intervenções sem os devidos pontos de exclamação, deixando um vácuo da incerteza se tinha concluído ou não, e isto passa um pouco de insegurança.
Bolsonaro falou para os seus, como sempre, e sua estratégia de levar a eleição pro segundo turno foi exitosa. Aposta numa polarização lá na pauta de costumes e sobre corrupção, e na repetição do fenômeno do voto antipetista lhe favorecer.
O céu não é perto, senhoras e senhores. À luta!