
O dia amanhece no mais tradicional ponto de comércio da cidade, o Mercadinho de Imperatriz.
Populares ao sabor do café só comentam um assunto: O pedido de afastamento e prisão do atual Prefeito de Imperatriz, Assis Ramos protocolada pela PGR (Procuradoria Geral de Justiça) ao TJM (Tribunal de Justiça do Maranhão.
O caso é um desdobramento da Operação Impacto, desencadeada em março pela Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público do Maranhão (MPMA).
A sabedoria popular mesmo desconhecendo os trâmites judiciários realiza sua avaliação no clima quente do momento.
- Era esse que dizia que “se não roubar , dá pra fazer”. E não fez!
Um dia antes da notícia estourar na cidade, com a visita de Jair Bolsonaro, a população já mostrava seu descontentamento com o Prefeito em sonoras vaias que se repetiram durante três momentos da agenda presidencial.
Ao tentar sem sucesso surfar na onda bolsonarista, aliados de Assis culpam a oposição política pelas vaias.
E agora o próprio Assis enfrenta uma queda de braço com ninguém menos do que o chefe do Ministério Público. Se isso não for inferno astral, não se sabe mais o que seria.
Segue-se este “cenário escabroso” após prisões provisórias, conduções coercitivas e ordens de apreensões em residências e empresas de secretários
Analistas mais sóbrios ligados ao prefeito afirmam em off-line que Assis perdeu uma chance de ficar em silêncio. Ou então afirmar que confia no membros do então governo ou na Justiça, ou nos dois. Afirmar que confia nas investigações.
Mas ir a público se referir à tudo e a todos como perseguição política, é muita falta do que dizer. É tentar criar o espetáculo da distração. Que a investigação continue e se aprofunde. Que os acusados tenham amplo direito de defesa e presunção de inocência. Que comprovada a culpa e o dolo os responsáveis sejam exemplarmente sancionados, com o devido ressarcimento dos recursos aos cofres públicos.