
Em votação apertada na madrugada desta quinta (03) a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da já apelidada “Pec do Calote”, que permite uso de recursos de Precatórios que ao invés de serem pagos pela União ao conjunto da sociedade, servirão agora como orçamento para o novo programa do governo federal, o “Auxilio Brasil”.
O que está por trás da aprovação desta PEC (proposta de emenda à Constituição) é o drible que o Governo Federal poderá dar no teto de gastos – um limite imposto pelo próprio sistema para não “gastar” com programas sociais, nem investir em Saúde e Educação. Na prática, essa PEC é uma manobra rasteira do Governo Federal para tentar emplacar seu candidato em 2022 e com recursos que deveriam ser para a classe dos trabalhadores da Educação, historicamente vilipendiados pelo sistema econômico.
Nas mudanças previstas na PEC poderão ser utilizados até R$ 90 bilhões no próximo ano, garantindo recursos para o Auxílio Brasil, que encerrará em novembro de 2022, mas funcionando durante todo o periodo eleitoral.
Desdobramentos
O PDT, partido que já teve figuras como Leonel Brizola, inacreditavelmente votou a favor do Governo Federal e pela aprovação do texto-base da PEC. Há uma esperança. Ciro Gomes, principal nome do partido para concorrer as eleições de 2022, chegou a afirmar que suspenderá sua pré candidatura caso os deputados do PDT não mudem de escolha e votem NÃO a PEC. Ele acredita que é possível reverter a situação já que a proposta irá para um segundo turno da Câmara nesta terça-feira, 09, e ainda irá para o Senado, onde o governo federal possui menor articulação