Bolsonaro, desde o 07 de setembro, apertou um pouco mais o torniquete. Se isolou ainda mais. Vai emblocando contra ele atores políticos, imprensa, o mundo jurídico, o Congresso, STF, setores grandes da Direita à Esquerda. O monte de gente que foi pra rua é a base social da confusão, um punhado de protofascistas que Bolsonaro quer usar pra chantagear a democracia. A eleição ele já perdeu.
A extrema direita vai virar caso de polícia rapidinho.
Lideranças políticas já avaliam que Bolsonaro terá que escolher entre "o impeachment ou a desmoralização". Para o ex-prefeito de São Paulo e presidente do PSD, Gilberto Kassab, Bolsonaro restringiu seu futuro político.
"Se cumprir o que assumiu em público, de não respeitar as instituições, vai consolidar as condições para o impeachment. Se não avançar nos seus compromissos, ficará desmoralizado. É uma sinuca de bico, na qual ele se colocou", afirmou Kassab em entrevista a Folha de São Paulo.
Entre os apoiadores de Bolsonaro, concentrados em sua base social, um misto de terraplanismo político e discursos de ódio, pautas antidemocráticas surgem a ligar o sinal vermelho para as forças de segurança nos Estados, justamente onde esse tipo de rebelião não é bem vindo. Os governadores em sua grande maioria estão completamente aversos aos arruaceiros da republica.
O buraco fica mais profundo quando percebemos que até mesmo o Centrão esboça reações ao atual presidente. Depois de PSD e PSDB começarem a debater o tema do impeachment, o Solidariedade disse que vai se reunir na próxima semana para fechar uma posição, enquanto no MDB a pressão interna para que o partido apoie a abertura do processo vem crescendo cada vez mais. PDT e PT, naturalmente de oposição, já se movimentam há muito tempo.
Em país mais decente, Bolsonaro já teria sofrido impeachment há tempos