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Entrevista com Rildo Amaral: 'Com tantos problemas, existe uma crise moral por trás da gestão municipal'

No momento em que completa 47 anos de vida, Rildo Amaral recebeu o jornalista Carlos Leen Santiago para esta entrevista exclusiva em O Progresso, onde comentou assuntos polêmicos e claro, o cenário político em Imperatriz

03/06/2024 às 09h44 Atualizada em 10/06/2024 às 11h15
Por: Carlos Leen
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No momento em que completa 47 anos de vida, Rildo Amaral recebeu o jornalista Carlos Leen Santiago para esta entrevista exclusiva em O Progresso.
No momento em que completa 47 anos de vida, Rildo Amaral recebeu o jornalista Carlos Leen Santiago para esta entrevista exclusiva em O Progresso.

Imperatriz terá segundo turno nas eleições municipais de 2024 e isso muda tudo para a segunda cidade do Maranhão.

Alçamos um novo patamar tanto para a Justiça Eleitoral, quanto em termos de democracia representativa. Aos poucos o cenário vai se tornando mais claro com os nomes mais fortes na disputa se consolidando no imaginário popular. Um destes é o do atual deputado Rildo Amaral (PP) que despontou nas últimas pesquisas

No momento em que completa 47 anos de vida, Rildo Amaral recebeu o jornalista Carlos Leen Santiago para esta entrevista exclusiva em O Progresso, onde comentou assuntos polêmicos e claro, o cenário político em Imperatriz

CL: O Sr. tem feito críticas a atual gestão municipal e em dado momento diz que o problema do prefeito não é apenas político, mas também um “problema moral”. Se refere especificamente a quê quando fala em “problema moral”? O Sr. Suspeita que exista corrupção na prefeitura de Imperatriz?

RA: Com certeza, quando um município com a força que tem Imperatriz chega ao ponto de não oferecer nada para seus cidadãos, com certeza, existe uma crise moral por trás. Os recursos aumentaram. A gente sabe que tem uma grande empresa de papel e celulose em Imperatriz e que aumentou a arrecadação. Tem recursos federais que são carimbados, todos os dias 10, 20, 30 do mês, o dinheiro está na conta. E além disso, além  das grandes e graves denúncias que tem contra a administração municipal, as evidências por si só falam pelo atual momento que a cidade de Imperatriz vive. Vivemos momentos de caos, momentos muito críticos, talvez os piores momentos que Imperatriz já viveu.

O prefeito também tem dito que os governadores do estado, especialmente os últimos, Flávio Dino e Carlos Brandão, nada fizeram por Imperatriz. Você concorda com isso? Qual a sua avaliação dessa afirmação?

Gratidão não é para todos. Não é para todo ser humano. Quem não tem espírito de gratidão só enxerga aquilo que convém a ele, não é razoável. Independentemente de lado, o ex-governador Flávio Dino colocou aqui mais de 130 quilômetros de asfalto. Fez a Beira-Rio, fez vários ginásios esportivos, fez praça, fez Areninhas (Mini estádios), fez o Calçadão, UEMASUL, enfim, várias obras quando o ex-secretário Clayton Noleto ainda estava na pasta de infraestrutura. O Governador Brandão já ajudou com muito asfalto também, já fez Areninha, já fez o ginásio, já reformou o ginásio, já está fazendo 5 escolas ao mesmo tempo, está fazendo a Praça da Viola. Então, não enxergar isso tudo, realmente, não é só questão de vista, é questão moral, ética, acima de tudo, falta de respeito e de gratidão.

Recentemente tivemos uma fiscalização muito forte no Hospital Socorrão onde ficou constatado inúmeros problemas. Se eleito for, como o Sr. pretende resolver a questão grave da Saúde de Imperatriz?

Primeiro nós temos que decretar estado de calamidade na saúde. A saúde hoje em Imperatriz é um estado de calamidade. Então vamos chamar os parceiros para renegociar a imensa dívida que se tem. Contratar mais médicos, pois os médicos que estão hoje no Socorrão por falta de pagamento, não querem operar e muitos não querem também estar ali na porta da entrada, correndo os riscos de um hospital “porta aberta”. Nós estamos com problema de medicação. Precisamos investir em saúde básica para que não chegue no Socorrão os casos que se tivesse tratado lá na saúde familiar, na saúde básica a gente não teria deixado evoluir, então é uma série de fatores que precisam ser feitos, mas de maneira urgente. No Socorrão falta tudo. 

Quando falta um antibiótico caríssimo, até que a gente entende, e é o jeito ingressar na justiça, porém falta o básico. Há menos de um mês eu e alguns amigos nos voluntariamos para comprar dipirona para o hospital Socorrão. Nem dipirona tinha lá, que é um frasco baratinho, nós entregamos 1052 frascos e nem divulgamos porque não precisa, a situação é vergonhosa. Nós entregamos para que se pudesse amenizar o sofrimento das pessoas.

E na infraestrutura, o que fazer?

Sabemos que é preciso drenar a cidade, sabemos que têm os pontos de alagamento que precisam ser tratados, a gente precisa fazer um asfalto de melhor qualidade, a gente precisa dar uma mobilidade urbana para a cidade, precisamos chamar a cidade para uma discussão e fazer o básico para depois poder ampliar. Temos que desafogar nossas vias, quem conhece o tráfego entre o Centro e o Santa Rita sabe que a cidade já está estrangulada. Têm muitas coisas a serem feitas, mas com muita parceria, com muita coragem. Acima de tudo com muita boa vontade, nós iremos fazer.

Vivemos um momento de polarização política que não é só aqui, é no Brasil todo. Bolsonaristas e Petistas e, em muitos casos, pessoas que não possuem relações diretas com a política, entraram para um desses dois lados de uma maneira muito radical. Como é que o atual deputado e pré-candidato a prefeito Rildo Amaral se coloca nesse debate? O Rildo é Lula ou Bolsonaro?

O Rildo é Rildo. O Rildo do Bacuri, de Imperatriz, filho da Dona Detinha, que sempre exigiu muita retidão da gente. Filho de Seu Amaral. Eu, independentemente de quem esteja no poder, sendo prefeito dessa cidade, eu vou procurar parcerias para resolver os graves problemas da minha pátria Imperatriz. Eu tenho que defender a minha pátria, tenho que ajudar a sair desse colapso que se encontra nossa cidade. Independentemente de quem estiver no poder, eu estarei lá com o pires na mão para poder pedir ajuda.

Qual a sua posição em relação à Zona Azul?

As principais críticas são o destino dos recursos. E a maneira que é cobrada. Com certeza nós vamos revogar a Zona Azul, vamos discutir uma zona livre, uma zona onde as pessoas possam estar atentas ao seu espaço, que seja coibido por exemplo chegar uma pessoa e ficar ali seis ou oito horas ocupando uma vaga de estacionamento. Nós vamos ter a zona livre, mas com fiscalização de tempo para que as pessoas possam usufruir dentro de um espaço razoável e não ocupar ali como estacionamento particular.

Deixa aqui as suas considerações finais. Qual sua avalição da atual quadra histórica de Imperatriz?

Me sinto muito feliz e abençoado por Deus de poder estar construindo uma nova história para Imperatriz como deputado. Temos trabalhando muito para amenizar a situação da nossa cidade, já chegamos a mais de 80 pavimentações, milhares de cirurgias, e atendimentos médicos semanais. Imperatriz merece ter um filho da terra que conheça seus problemas de perto e esteja preparado para resolvê-los. Tenho certeza que viveremos dias melhores e voltaremos a ter orgulho da nossa majestosa Imperatriz. 

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