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Editorial: As cenas de guerra de Assis

É o retrato de uma administração marcada pela dureza, que faz de Assis Ramos um personagem singular na política maranhense. 

24/05/2024 às 12h39 Atualizada em 14/06/2024 às 12h21
Por: Carlos Leen
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Ao culpar o suposto descaso do governo estadual, Assis joga luz sobre um cenário de ruas esburacadas, serviços básicos ineficientes e uma população cada vez mais descrente. 
Ao culpar o suposto descaso do governo estadual, Assis joga luz sobre um cenário de ruas esburacadas, serviços básicos ineficientes e uma população cada vez mais descrente. 

A seguir cenas de mais um capítulo de uma conturbada gestão municipal. 

Em um vídeo gravado espontaneamente na rua, o prefeito deixou de lado a diplomacia e entregou-se ao contumaz “sincericídio” que ecoou por toda a cidade e além. 

De testa oleosa, Assis Ramos não poupou críticas aos recentes governadores do Maranhão, Flavio Dino e Carlos Brandão, tornando público o que já murmurava em privado.

"Até agora, nunca fizeram nada por Imperatriz", declarou, com um tom que mistura frustração e desafio. 

Ao culpar o suposto descaso do governo estadual, Assis joga luz sobre um cenário de ruas esburacadas, serviços básicos ineficientes e uma população cada vez mais descrente. 

Contudo, não é de hoje que a relação entre o prefeito de Imperatriz e o governo estadual está longe de ser harmoniosa. 

O prefeito  é conhecido por sua postura de não adular ninguém, não pensar na coletividade e não pedir favores. Por sempre parece elevar a temperatura dessa contenda. 

E quem achar ruim "que morda as costas".

Essa frase, que soa como um slogan arrogante, encapsula bem o espírito de um tempo, de um líder político que entra para a história não por seus feitos diplomáticos, mas por sua intransigência cortante e pedantismo político. 

Se Imperatriz nunca esteve tão destruída, como ele próprio admite, é também uma cidade que nunca viu alguém tão disposto ao enfrentamento público. 

Um incendiário, que prefere a confrontação ao consenso. Para os apoiadores de contracheque, um bastião de autenticidade, que não se dobra às pressões, sem filtros.

E a cena do vídeo (e das ruas da cidade) é quase cinematográfica. Um filme de guerra. 

É o retrato de uma administração marcada pela dureza, que faz de Assis Ramos um personagem singular na política maranhense. 

Sob seu comando, uma cidade em luta – não só contra os desafios urbanos, mas também contra si mesma, contra tudo e todos.

Aguardemos ansiosos a virada desta “página infeliz da nossa história.” Como diria a letra de Chico Buarque. 

Imperatriz é muito maior que tudo isso.

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