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Do cortiço ao feminismo: A História do Dia Internacional da Mulher

Não é como o dia das mães, dos namorados e tal, coisa pra dar presente. É totalmente diferente. Nasceu de um monte de mulheres assassinadas por seus patrões. E ganhou dia definitivo nas mãos de Lênin,

11/03/2024 às 08h41 Atualizada em 20/03/2024 às 18h24
Por: Carlos Leen
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Não é como o dia das mães, dos namorados e tal, coisa pra dar presente. É totalmente diferente. Nasceu de um monte de mulheres assassinadas por seus patrões. E ganhou dia definitivo nas mãos de Lênin,
Não é como o dia das mães, dos namorados e tal, coisa pra dar presente. É totalmente diferente. Nasceu de um monte de mulheres assassinadas por seus patrões. E ganhou dia definitivo nas mãos de Lênin,

Era um cortiço sujo e inseguro que mal parecia uma fábrica. Corria o ano de 1911 e cerca de 146 operários - quase todas mulheres, quase todas imigrantes, todas pobres - trabalhavam por cerca de nove horas por dia, incluindo sabádos. Os modesto salários mal davam para o sustento.

As condições eram comuns em quase todos os empreendimentos têxteis da época: fumar era frequente, a iluminação era a gás e não existiam extintores de incêndio. Isso tudo somado a maldade dos patrões que para impedir que as garotas parassem de trabalhar e fossem para o corredor ou a escada bater um papo, fazer um lanche, fumar um cigarro - passaram as correntes nos portões da fábrica.

Foi quando começou o incêndio. Ninguem conseguia sair. O fogo se espalhou rápido e para não morrerem queimadas, algumas moças subiram ao andares superiores e tiveram que pular e acabaram morrerendo umas sobre as outras no lado de fora ou no vão do elevador. Os corpos destruidos inviabilizaram o trânsito nas ruas vizinhas. As demais morreram carbonizadas.

Dias depois, o Partido Socialista da América declarou o dia 28 de fevereiro o primeiro Dia Internacional da Mulher. A data mudou pra cá e para lá durante anos, até que Lênin, depois da revolução russa, estabeleceu o dia 8 de março.

De lá para cá a luta pela igualdade de direitos para as mulheres produziu ideais sensacionais de luta e solidaderiedade. O feminismo é o pensamento radical que prega a igualdade entre homens e mulheres. Ao contrário do que alguns pensam, "feminismo" não é o contrário de "machismo", este ultimo relacionado com a idéia idiota de que homens são superiores, melhores e mais inteligentes que as mulheres.

O Dia da Mulher não é só um dia de celebração. É um dia de luta. Nasceu e deveria ser entendido como um dia para lembrar que as mulheres ainda são cidadãos tidos como de menor valor para a sociedade. Os crimes contra as mulheres, estupros e assassinatos ainda são vistos como justificáveis porque as vítimas assim provocaram. Quem não se lembra do recente caso de um playboy acusado de estupro que teve sua defesa argumentando que a "culpa era da moça, que estava em casa fora de hora e se embriagando"? Os casos são muitos.

Em alguns países, as mulheres são vistas como pessoas de terceira ou quarta categoria. No Brasil ainda precisamos avançar muito na Educação que reflita o papel da "Mulher" e do ser humano acima de tudo. O 8 de Março serve para isto.

Mulheres lembrem-se disso também.

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