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CPMI do Senado enquadra Bolsonaro e 60 outras pessoas

Relatora Elziane Gama apresentou nesta terça-feira, 17, o relatório com os crimes atribuídos ao ex-presidente da Repúblicas, pessoas ligadas a eles e outros investigados, que serão agora encaminhados ao Ministério Público para eventual denúncia à Justiça

Por: Carlos Leen
17/10/2023 às 17h20 Atualizada em 24/10/2023 às 09h59
CPMI do Senado enquadra Bolsonaro e 60 outras pessoas
A senadora Eliziane Gama cumpriu a promessa de investigar profundamente as ações do ex-presidente e seu círculo mais próximo, resultando em um relatório que promete abalar a política brasileira.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Senado, liderada pela senadora Eliziane Gama (PSD), apresentou um relatório nesta terça-feira, enquadrando o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 60 pessoas em pelo menos cinco crimes, com base nas investigações da CPI de 8 de Janeiro.

A senadora Eliziane Gama cumpriu a promessa de investigar profundamente as ações do ex-presidente e seu círculo mais próximo, resultando em um relatório que promete abalar a política brasileira. Além de Jair Bolsonaro, o documento incrimina generais e coronéis do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, bem como aliados e pessoas próximas ao ex-presidente.

O relatório detalha a suposta participação de Bolsonaro e outros investigados em crimes que abrangem desde a gestão pública até a responsabilidade por eventos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, quando uma manifestação em frente ao Palácio do Planalto resultou em confrontos violentos.

O próximo passo será o encaminhamento do relatório ao Ministério Público, que terá a prerrogativa de decidir se irá apresentar denúncias formais contra Bolsonaro e os demais acusados ​​com base nas investigações conduzidas pelo Senado. O Ministério Público Federal (MPF) não está vinculado a um prazo específico para oferecer uma denúncia à Justiça, deixando aberta a possibilidade de pedir mais investigações, caso julgue necessário.

A partir deste momento, a condução de quaisquer novas investigações ficará sob responsabilidade da Polícia Federal, caso o MPF opte por esse caminho.

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