
A ciência jovem do Maranhão alcançou um resultado histórico na 41ª edição da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec 2026), realizada entre os dias 25 e 30 de outubro no Parque da Fenac, em Novo Hamburgo (RS).
Reconhecido como o maior evento do gênero na América Latina, a feira reuniu cerca de 800 projetos de estudantes de mais de 20 estados brasileiros e de delegações internacionais de países como Argentina, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Portugal, Suíça e Ucrânia.
O grande destaque da delegação maranhense foi a conquista do 1º lugar na categoria Biologia Celular e Molecular, Microbiologia pelo projeto Cicatrirama. A pesquisa desenvolveu e caracterizou in vitro um hidrogel bioativo à base de gelatina e CMC incorporado com óleo de buritirana, voltado para o tratamento e aceleração do processo de cicatrização de úlceras em pacientes diabéticos.

O trabalho foi desenvolvido pela estudante Ágata Lorrany Barbosa da Luz, aluna do Centro de Ensino Delahê Fiquene,em Imperatriz,ed sob a orientação dos pesquisadores Carlos Fonseca Sampaio e da Dra. Orleane Santana. A expedição maranhense contou ainda com a representação do estudante Caio Chaves de Miranda, do Centro Educa Mais Nascimento Moraes.
Como reconhecimento pelo alto impacto científico da inovação, a equipe conquistou a credencial completa, com passagens aéreas e hospedagem integralmente custeada, para representar o estado do Maranhão na Mostra Nacional de Feiras de Ciências (MCTI), que será realizada em Brasília (DF).
Em fala que celebra o feito histórico da escola pública maranhense, a orientadora e Gestora Regional de Educação (URE Imperatriz) Dra. Orleane Santana destacou o rigor metodológico e a importância da valorização do conhecimento científico regional:
“Essa conquista na Mostratec representa a força e a capacidade transformadora da ciência produzida dentro da escola pública no Maranhão. O projeto Cicatrirama nasceu da união entre o rigor acadêmico, o talento da nossa aluna Ágata Lorrany e a busca por soluções reais para a saúde da população, utilizando a riqueza da nossa biodiversidade, como a buritirana. Disse ela.
O Professor e orientador Carlos Fonseca Sampaio afirmou que"ver o nosso trabalho alcançar o 1º lugar entre centenas de projetos do Brasil e do exterior, e ainda garantir a credencial com tudo pago para a Mostra Nacional do MCTI em Brasília, é a prova de que, quando há incentivo, pesquisa séria e dedicação, nossos jovens cientistas rompem qualquer barreira. Estamos imensamente orgulhosos e prontos para levar o nome do Maranhão ainda mais longe.” Disse o Prof. Carlão
O reconhecimento em âmbito internacional valida o trabalho conjunto da gestão escolar, professores orientadores e estudantes do ensino público, consolidando a pesquisa de base como ferramenta de transformação social e projeção científica nacional.