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Retrofit valoriza imóveis em SP e exige rompedor compacto

O Centro de São Paulo reúne 49 edifícios em processo de requalificação, com 13 obras concluídas e potencial para cerca de 5 mil moradias, segundo a Prefeitura. Em maio, uma portaria municipal criou um grupo técnico para agilizar o licenciamento da...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
27/10/2026 às 14h21
Retrofit valoriza imóveis em SP e exige rompedor compacto
Freepik

O Centro de São Paulo reúne 49 edifícios em processo de requalificação, segundo balanço divulgado pela Prefeitura de São Paulo em maio de 2026. Do total, 30 projetos foram aprovados pelo Programa Requalifica Centro e 13 empreendimentos tiveram as obras concluídas, com potencial para viabilizar cerca de 5 mil moradias na região. No mesmo mês, a Portaria nº 38 criou um grupo técnico para agilizar a análise dos pedidos de licenciamento de reformas.

Instituído pela Lei nº 17.577/2021, o Programa Requalifica Centro concede isenção de IPTU nos três primeiros anos após a conclusão da obra, redução da alíquota de ISS para 2% nos serviços de requalificação e isenção de ITBI. Os benefícios valem para edifícios construídos até setembro de 1992, em um perímetro de aproximadamente 6,4 km² da região central. No âmbito federal, o programa Reforma Casa Brasil, lançado em 2025 com R$ 40 bilhões em crédito para reformas residenciais, somava cerca de R$ 3 bilhões contratados até julho, segundo dados do Ministério das Cidades reunidos pelo portal Portas.

Reportagem da Forbes publicada em agosto aponta que, em áreas centrais de grandes cidades, a alta no preço dos terrenos torna a demolição seguida de nova construção, em geral, menos viável financeiramente do que a reforma de edificações existentes. Segundo a publicação, no Edifício Virginia, prédio com mais de 70 anos requalificado no Centro de São Paulo, 97% das unidades foram vendidas, com lançamento a R$ 11 mil e revendas a R$ 16 mil por metro quadrado.

As obras de retrofit também alteram as condições de trabalho no canteiro. Segundo Mateus K. Leite, engenheiro mecânico da Bristol, fabricante de implementos hidráulicos para construção civil, nesse tipo de intervenção, "normalmente temos restrições de acesso, circulação e espaço para movimentação, além da proximidade de outras edificações e, muitas vezes, da necessidade de manter parte do prédio em funcionamento". De acordo com o engenheiro, máquinas de grande porte exigem mais espaço para acesso, posicionamento e operação, o que nem sempre é possível em um retrofit. "A solução passa muitas vezes por utilizar máquinas-base compactas e implementos hidráulicos que consigam entregar a capacidade necessária ocupando menos espaço. A ideia é adequar o equipamento à obra, e não simplesmente escolher pela máquina mais potente disponível", afirma.

Na escolha do rompedor hidráulico, Leite indica partir da aplicação: o material a ser demolido, o volume de trabalho, as características da estrutura e as condições do ambiente. Em seguida, avalia-se a máquina-base disponível. "O rompedor precisa estar dentro da faixa de operação da máquina-base, considerando principalmente peso, vazão hidráulica e pressão de trabalho", explica. Em reformas, a demolição também precisa preservar o que permanece. "Antes de iniciar, é necessário conhecer o projeto e identificar claramente quais elementos serão removidos e quais permanecerão. A operação deve ser feita de maneira progressiva, evitando esforços ou impactos desnecessários sobre a estrutura remanescente".

Quando o retrofit envolve ampliação, construção de anexos ou reforço da fundação existente, pode ser necessário executar novas estacas ou microestacas. Em terrenos com pouco espaço, segundo o engenheiro, "a primeira preocupação é conseguir posicionar a máquina e realizar a perfuração sem interferir nas estruturas existentes". Nesses casos, perfuratrizes hidráulicas acopladas a máquinas compactas, como miniescavadeiras e minicarregadeiras, são indicadas para pequenas fundações. Na seleção do equipamento, Leite recomenda partir do diâmetro e da profundidade definidos em projeto e, depois, avaliar o solo, o acesso e o espaço disponível para posicionamento e operação.

O engenheiro esclarece que a escolha do equipamento interfere no prazo, no custo e na segurança da obra. A Bristol, indústria brasileira de perfuratrizes, brocas, rompedores e implementos para motosserras, desenvolve e fornece soluções para os setores de construção civil, infraestrutura e manutenção.

Para mais informações, basta acessar: https://www.bristol.ind.br/

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