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IA transforma empresas e encurta prazo de adaptação

O uso de inteligência artificial nas empresas brasileiras avança e reduz o tempo disponível para ajustes tecnológicos; a DKP, consultoria em tecnologia da informação, analisa os riscos da demora e indica caminhos práticos para negócios de diferent...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
16/10/2026 às 14h40
IA transforma empresas e encurta prazo de adaptação
Imagem do Magnific

A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante e passou a redesenhar a rotina das empresas brasileiras em ritmo acelerado. Segundo a pesquisa TIC Empresas, conduzida pelo Cetic.br, a proporção de companhias que utilizam algum tipo de IA subiu de 13% em 2024 para 17% em 2025, o maior patamar desde o início do monitoramento. Entre as grandes corporações, o índice passou de 38% para 50% no mesmo intervalo, sinal de que a tecnologia migra das áreas de teste para o centro das operações.

O avanço se confirma em outros levantamentos. De acordo com um estudo da Bain & Company, um quarto das organizações do país já mantém ao menos um caso de uso baseado em IA, ante 12% no ano anterior, enquanto 67% classificam a tecnologia entre suas cinco prioridades estratégicas. O mesmo material aponta que o custo de uso dos grandes modelos de linguagem caiu cerca de 95% desde 2022, o que coloca ao alcance de negócios menores recursos antes restritos a companhias de grande porte.

Para profissionais do setor de tecnologia, os próximos meses tendem a evidenciar a distância entre quem incorporou a IA de forma estratégica e quem permaneceu inerte. A avaliação é de que a diferença não decorre de uma substituição repentina de empresas, e sim do acúmulo de vantagens operacionais, como corte de custos, automação de processos, decisões mais rápidas e atendimento contínuo, difíceis de recuperar por quem adia a transição.

Entre as companhias que já adotaram a tecnologia, as aplicações de linguagem natural, capazes de gerar textos e respostas automatizadas, registraram o salto mais expressivo, de 20% para 30% no intervalo de um ano.

Ricardo Cruz, diretor administrativo-financeiro da DKP, companhia brasileira de tecnologia da informação com mais de 20 anos de atuação, observa que o ponto crítico não está na tecnologia em si, mas na velocidade de resposta de cada organização. "O maior risco não é que a IA substitua empresas. O maior risco é que empresas sejam superadas por concorrentes que aprendem a utilizá-la primeiro", afirma.

Erros comuns na adaptação

De acordo com Cruz, a corrida pela adoção não pode ocorrer sem planejamento. O executivo relaciona equívocos frequentes, como supor que pessoas de todos os setores poderão ser substituídas para cortar despesas de forma imediata, ou destinar investimentos à IA sem identificar os verdadeiros problemas da empresa e sem tratar dados e processos.

Para ele, a implementação precisa ser gradual e ter resultados medidos a cada etapa, sob pena de acumular falhas que anulam o ganho esperado. O recado, na visão do executivo, é que a inércia cobra um preço crescente à medida que os concorrentes consolidam ganhos de eficiência.

O diretor lembra que ferramentas já consolidadas no ambiente corporativo, como sistemas de gestão integrada (ERP), automação robótica de processos (RPA) e plataformas de visualização de dados, incorporam mecanismos de IA capazes de dar mais eficiência à rotina e apoiar decisões que antes dependiam de equipes maiores.

Além de automatizar tarefas, argumenta, a tecnologia muda a forma de vender, atender clientes, desenvolver produtos, analisar dados, precificar serviços e tomar decisões, deslocando parte da vantagem competitiva da qualidade do produto para a capacidade de usar inteligência na entrega de valor.

Caminhos para pequenas e médias empresas

A DKP, que soma mais de 900 projetos e atende mais de 600 clientes em diferentes segmentos, defende que negócios com estrutura enxuta também têm condições de iniciar a transição. A recomendação é partir de um setor ou aplicação específica, capaz de revelar onde a tecnologia gera mais valor, antes de ampliar o uso.

"As empresas que começarem essa jornada agora terão melhores condições de liderar essa mudança. As que demorarem podem enfrentar um processo de adaptação muito mais difícil e custoso", avalia Cruz.

O período à frente, na leitura da companhia, marca o início de uma etapa em que os sistemas deixam de apenas executar comandos e passam a aprender, decidir e agir com autonomia crescente. Nesse contexto, a adaptação tecnológica se converte em condição de competitividade, e a antecipação tende a separar as organizações que lideram daquelas que apenas acompanham.

Para mais informações, basta acessar: https://dkp-it.com.br

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