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Perda de vários dentes pede planejamento integrado da boca

Dr. Hugo Robertson, especialista em implantodontia, com atuação em prótese e reabilitação oral, explica por que casos com falhas múltiplas, próteses antigas e alterações de mordida exigem diagnóstico do conjunto antes da escolha de implantes ou pr...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
08/10/2026 às 14h34
Perda de vários dentes pede planejamento integrado da boca
Divulgação Odontoclinic Vila Mariana/Dr. Hugo Robertson

A perda de vários dentes raramente se apresenta como um problema isolado. Quando a boca reúne falhas dentárias, dentes comprometidos, próteses antigas, implantes já instalados e alterações na mordida, a definição do tratamento passa a depender de um diagnóstico que avalie essas estruturas em conjunto, antes da escolha de qualquer técnica. Esse é o princípio da reabilitação oral complexa, área de atuação do Dr. Hugo Robertson (CRO-SP 43.140), especialista em implantodontia, com atuação em prótese e reabilitação oral e responsável pelos casos de maior complexidade da Odontoclinic Vila Mariana, em São Paulo.

O cenário brasileiro ajuda a dimensionar a demanda. Segundo os primeiros resultados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil 2023), conduzida pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 53,7% dos adultos de 35 a 44 anos precisam de algum tipo de prótese dentária, com predomínio da prótese parcial nas duas arcadas. Entre as pessoas de 65 a 74 anos, a parcela das que perderam todos os dentes recuou de 53,7% em 2010 para 36,27%, índice que ainda alcança mais de um terço desse grupo etário.

Em escala global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a doença gengival grave, uma das principais causas da perda total dos dentes, atinja cerca de 1 bilhão de pessoas. Conforme o portal de dados da entidade, a ausência completa de dentes afeta 350 milhões. Esses quadros tendem a se acumular ao longo da vida, com intervenções feitas em épocas diferentes, por profissionais distintos e com materiais variados, o que torna a leitura de cada caso mais minuciosa.

Por onde começa o planejamento

Em situações assim, tratar um dente de cada vez pode resolver uma queixa pontual sem garantir um resultado funcional, estético e duradouro para a boca como um todo. "Uma decisão cirúrgica tomada sem considerar a futura prótese, por exemplo, pode restringir as opções de reabilitação, assim como uma prótese desenhada sem a análise da mordida pode concentrar a carga mastigatória em poucos pontos e acelerar o desgaste de dentes e componentes", explica o Dr. Hugo Robertson.

O Dr. Hugo Robertson detalha que, em uma reabilitação oral mais complexa, o primeiro passo não é definir qual implante ou qual prótese será utilizada. "É entender o conjunto: quais dentes ainda podem ser preservados, como estão as estruturas ósseas e gengivais, como funciona a mordida e qual resultado protético se pretende alcançar. A partir dessa avaliação, é possível estabelecer uma sequência de tratamento adequada para cada caso", acrescenta.

Essa etapa diagnóstica reúne exame clínico, tomografia e registros digitais das arcadas, recursos que permitem observar volume e qualidade do osso, condição da gengiva, posição dos dentes remanescentes e a relação entre as arcadas superior e inferior. Com esses dados em mãos, o cirurgião-dentista compara alternativas como manter dentes, instalar implantes, realizar enxertos ósseos ou adotar soluções protéticas diferentes, pesando benefícios, limitações, número de etapas e exigências de manutenção de cada caminho.

Etapas conectadas e acompanhamento

O Dr. Hugo Robertson informa que, quando o caso envolve múltiplas necessidades, cirurgia, prótese e laboratório, passam a trabalhar a partir de um mesmo plano. "As exigências da prótese orientam a posição e a distribuição dos implantes, enquanto a ordem dos procedimentos é organizada em função do resultado final previsto, o que inclui a estética do sorriso e o equilíbrio das forças durante a mastigação. Nenhuma técnica, isoladamente, se aplica a todos os pacientes, e a indicação depende das condições biológicas de cada pessoa", afirma.

Para ele, reconhecer os limites de cada caso faz parte do planejamento desde o início. "A resposta do organismo, a adesão aos cuidados em casa e as consultas de manutenção podem exigir ajustes ao longo do tratamento, e a instalação da prótese não encerra o acompanhamento clínico", observa o especialista, que soma mais de 35 anos de atuação clínica.

O planejamento integrado também permite ao paciente compreender o percurso do tratamento, com fases e responsabilidades definidas antes do primeiro procedimento. "Em quadros com perdas dentárias múltiplas ou trabalhos antigos que já não cumprem sua função, a avaliação ampla por um cirurgião-dentista habilitado é o ponto de partida para identificar o que pode ser mantido e o que precisa ser reconstruído, com revisões periódicas que acompanham a evolução do caso", conclui o profissional.

Para saber mais, basta acessar: https://drhugorobertson.com.br/reabilitacao-oral-complexa e https://www.odontoclinicvilamariana.com.br/reabilitacao-oral

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