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GEO é a nova onda do Marketing Digital para buscas com IA

Levantamento do Pew Research Center mostra que resumos gerados por inteligência artificial no Google diminuem o acesso a sites, reforçando por que o GEO se tornou uma das principais apostas de marketing das empresas para o próximo ano.

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
26/08/2026 às 10h11
GEO é a nova onda do Marketing Digital para buscas com IA
Agência Mestre / Divulgação

A forma como as pessoas buscam informação na internet está mudando de maneira mais rápida do que muitas marcas conseguem acompanhar. Um estudo realizado pelo Pew Research Center revela que usuários do Google clicam bem menos em links quando a busca apresenta um resumo gerado por inteligência artificial, os chamados AI Overviews. A constatação ajuda a explicar por que o GEO (Generative Engine Optimization) se tornou, de forma repentina, uma das prioridades que mais avançaram no planejamento de marketing das empresas brasileiras para 2026.

De acordo com o levantamento do Pew Research Center, cerca de 58% dos entrevistados realizaram ao menos uma busca no Google naquele mês que gerou um resumo de IA. O impacto sobre o tráfego de sites é expressivo. Usuários que se depararam com um resumo de IA clicaram em um link tradicional da página de resultados em apenas 8% das visitas. Já entre quem não viu nenhum resumo, esse índice quase dobrou, chegando a 15%.

O comportamento também muda quando existe um link diretamente dentro do próprio resumo de IA. Nesses casos, o clique acontece em apenas 1% das visitas às páginas com esse recurso. Outro dado relevante é que os usuários encerram a sessão de navegação com mais frequência depois de acessar uma página com resumo de IA. Isso ocorre em 26% das vezes, contra 16% nas páginas com apenas resultados tradicionais.

A pesquisa também mostra que cada vez mais buscas feitas no Google geram um resumo de IA, e que buscas mais longas, com perguntas completas ou dez palavras ou mais, têm chance muito maior de ativar esse recurso. Wikipédia, YouTube e Reddit seguem sendo as fontes mais citadas, tanto nos resumos de IA quanto nos resultados tradicionais, mas sites governamentais aparecem com peso maior dentro dos resumos gerados por IA.

O recado para quem depende de tráfego orgânico é direto: aparecer bem posicionado no Google tradicional já não garante visita ao site. É preciso também ser a fonte escolhida pela IA para compor a resposta que o usuário vê primeiro e sem que ele precise clicar em lugar nenhum.

O crescimento do GEO nas prioridades brasileiras

Enquanto o comportamento de busca se transforma nos Estados Unidos, o mercado brasileiro já sente os efeitos dessa mudança. O GEO desponta como uma das iniciativas de marketing que mais ganham espaço entre as prioridades das empresas para 2026, à medida que os buscadores tradicionais dividem espaço com resumos gerados por inteligência artificial.

Para Fabio Ricotta, CEO da Agência Mestre, agência de marketing digital AI First, o dado do Pew Research Center escancara uma mudança de comportamento que as marcas não podem mais ignorar: "Esse dado mostra o problema! Se o usuário para de clicar quando existe um resumo de IA, a marca precisa deixar de disputar apenas a posição no ranking e passar a disputar a citação dentro da resposta. É uma mudança de jogo, não um ajuste de rota", afirma.

Segundo Ricotta, esse novo comportamento de busca reflete claramente a urgência sentida pelas empresas: "Quando um recurso muda o comportamento de busca de forma tão rápida quanto os resumos de IA mudaram, o mercado não tem tempo de esperar. As empresas que começaram a testar GEO em 2025 já colhem os primeiros resultados em visibilidade, e isso empurra o restante do mercado a correr atrás", explica o executivo.

Ele também chama atenção para a relação entre GEO e SEO, que crescem juntos e não em competição: "GEO não substitui SEO, ele se apoia nele. Conteúdo bem estruturado, com dados próprios, autoridade e clareza continua sendo a base. A diferença é que agora essa base também precisa ser lida e compreendida por sistemas de IA, não só por rastreadores de busca tradicionais", pontua Ricotta.

O recado final, para o CEO, é que o tempo de observar passou, e as empresas que continuarem a tratar GEO como experimento em 2026 vão repetir o erro que muitas cometeram com IA generativa em 2023: testar tarde demais. "Os dados já estão nas duas pontas, no comportamento do usuário e nas prioridades das empresas. Falta apenas mais gente decidir agir", completa ele.

Os números do Pew Research Center desenham um cenário claro: a busca mudou, o usuário mudou o comportamento, e o marketing brasileiro já está redesenhando suas prioridades para acompanhar essa transformação.

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