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MenuDino é o segundo maior em acessos de delivery

Relatório Setores do E-commerce, da Conversion, posiciona a plataforma da Consumer atrás apenas do iFood no segmento de Comidas e Bebidas. Para Ren...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
18/08/2026 às 15h20
MenuDino é o segundo maior em acessos de delivery
Distribuição Interna Consumer

O avanço dos canais próprios de venda dos restaurantes ganhou um novo indicador de dimensão. O Relatório Setores do E-commerce, da Conversion, posicionou o MenuDino como a segunda plataforma de delivery mais acessada do Brasil no segmento de Comidas e Bebidas, atrás apenas do iFood. O resultado coloca em evidência a decisão de milhares de estabelecimentos que passaram a direcionar pedidos para sites e aplicativos próprios, em vez de concentrar as vendas em plataformas de terceiros.

O movimento acompanha uma transformação mais ampla na forma como o setor de alimentação organiza suas vendas digitais. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), realizada com 2.176 donos de estabelecimentos, mostra que os marketplaces respondem por 54% do faturamento com entregas, enquanto o WhatsApp já soma 26% e os aplicativos ou sites próprios chegam a 12%. No mesmo intervalo, o setor de alimentação fora do lar atingiu R$ 495 bilhões em faturamento, conforme dados da associação.

Para os restaurantes, a mudança tem motivação econômica direta. De acordo com Renato Almeida, CEO da Consumer, empresa responsável pelo MenuDino, as comissões cobradas por pedido nos marketplaces tradicionais costumam variar entre 12% e 30% e, ao longo de um mês, se convertem em uma das maiores linhas de despesa da operação.

Segundo o executivo, o peso recai justamente onde a margem é mais estreita. "Comissão por pedido, em um negócio de margem apertada como food service, corrói justamente o resultado que ele mais precisa proteger", afirma.

O desempenho no levantamento, avalia Almeida, traduz um comportamento observado no cotidiano dos clientes da companhia. "Esse crescimento não é só volume, é substituição de canal", diz. O CEO acrescenta que a leitura vale para cada transação recuperada dos marketplaces. "Cada pedido que migra do marketplace tradicional para o canal próprio do restaurante representa margem que volta para o caixa dele", explica.

Dados e relacionamento como novos ativos

Além do custo, a propriedade das informações de compra aparece como fator central na busca por autonomia. Dentro do marketplace, o estabelecimento entrega o pedido, mas não conhece quem comprou, o que limita ações de recompra e fidelização. Nos canais próprios, cada venda gera uma base que pode ser reativada por meio de cupons, programas de fidelidade e campanhas de retorno. Esse ponto sustenta o posicionamento defendido pela empresa para diferenciar o produto das plataformas de intermediação.

"O MenuDino não é mais um marketplace para o restaurante disputar espaço, é o canal digital do próprio restaurante, com a marca dele, os dados dele e a recorrência dele", descreve Almeida. Para o executivo, a lógica se inverte quando o negócio deixa de pagar para aparecer em vitrine de terceiros e passa a construir um ativo digital com base de clientes própria.

Estratégias de tráfego e fidelização

No entendimento da companhia, a geração de acessos para os canais próprios depende menos de mídia paga e mais do direcionamento feito pelo próprio estabelecimento. A divulgação do link em redes sociais, no cardápio físico, no QR Code da mesa e na embalagem de entrega tende a se converter com mais eficiência, porque alcança um público que já tem familiaridade com a marca.

Segundo Almeida, esse consumidor "já tem intenção, ele já conhece o restaurante, já é fã da comida".

O posicionamento da plataforma se apoia na oferta de cardápio digital, site, aplicativo, checkout e ferramentas de fidelização integrados à operação de gestão da Consumer, sem cobrança de comissão por pedido. De acordo com a companhia, mais de 20 mil estabelecimentos no Brasil utilizam a tecnologia para profissionalizar a presença digital sem repassar percentuais sobre cada venda.

"A estratégia de expansão parte de um aprendizado validado com dados: ativar a rede de restaurantes já atendidos para que eles próprios levem tráfego aos canais no MenuDino, em vez de concentrar esforços em campanhas de massa voltadas ao consumidor final", conclui o CEO da Consumer.

O resultado no levantamento da Conversion sintetiza um cenário em que a independência das comissões deixa de ser exceção e passa a orientar as decisões digitais do setor de alimentação. Ao figurar entre as plataformas de delivery mais acessadas do país, o MenuDino evidencia a consolidação dos canais próprios como caminho para estabelecimentos que buscam preservar margem, dados e relacionamento com o cliente.

Para mais informações, basta acessar: https://consumer.com.br/

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