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Como funciona a engenharia dos alarmes que não podem parar

Embora a continuidade do fornecimento de energia tenha melhorado no Brasil, consumidores ainda enfrentaram, em média, 9,3 horas sem energia em 2025...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
13/08/2026 às 15h11
Como funciona a engenharia dos alarmes que não podem parar
Divulgação/Verisure

Embora os indicadores de continuidade do fornecimento de energia elétrica tenham melhorado no Brasil, os consumidores ainda ficaram, em média, 9,3 horas sem energia ao longo de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Além disso, o mesmo estudo aponta que foram registradas, em média, 4,66 interrupções no fornecimento por unidade consumidora durante o ano. Em um cenário em que oscilações na rede elétrica e falhas de conectividade continuam fazendo parte da rotina, cresce a preocupação com sistemas críticos que precisam permanecer operando mesmo diante dessas ocorrências.

É justamente nesse contexto que a engenharia dos sistemas de segurança eletrônica vem evoluindo. Em vez de depender exclusivamente da energia elétrica ou de uma única conexão à internet, os projetos mais recentes passaram a adotar arquiteturas de redundância, capazes de manter a comunicação ativa mesmo quando parte da infraestrutura deixa de funcionar. O conceito consiste em eliminar pontos únicos de falha, criando caminhos alternativos para que o sistema continue conectado e monitorado.

Esse modelo está presente na nova geração de alarmes com videomonitoramento da Verisure, lançada em julho com o conceito de Blindagem Total. A solução foi desenvolvida com tripla conectividade (4G, Wi-Fi e Ethernet), permitindo que o sistema alterne automaticamente o canal de comunicação sempre que identificar instabilidades em uma das redes, sem necessidade de intervenção do usuário.

Outro elemento da arquitetura é a autonomia energética. Mesmo em casos de interrupção do fornecimento de energia elétrica, o equipamento continua operando por meio de bateria interna, cuja carga é monitorada continuamente. O objetivo é garantir que sensores, câmeras e a comunicação com a Central de Monitoramento permaneçam ativos durante situações críticas.

Segundo especialistas da empresa, essa abordagem representa uma evolução em relação aos sistemas tradicionais, que normalmente dependem de apenas um meio de comunicação ou deixam de operar quando há falha elétrica. A combinação de múltiplas rotas de conectividade e fonte de alimentação de reserva amplia a disponibilidade do sistema e reduz a probabilidade de perda de comunicação.

"O desafio da engenharia não é apenas desenvolver sensores ou câmeras mais inteligentes, mas garantir que toda essa tecnologia continue funcionando justamente quando ela é mais necessária. A redundância deixou de ser um diferencial para se tornar um requisito de confiabilidade em sistemas críticos", afirma Rodrigo Monteiro, diretor de Marketing da Verisure.

Além da conectividade redundante, a novidade incorpora recursos de monitoramento contínuo do próprio equipamento. A arquitetura acompanha o status da bateria, a qualidade das conexões disponíveis e o funcionamento dos dispositivos instalados, permitindo respostas rápidas caso alguma alteração seja identificada.

A evolução acompanha uma tendência observada em diferentes setores de infraestrutura crítica, como telecomunicações, data centers e serviços financeiros, nos quais a redundância já é utilizada para aumentar a disponibilidade dos serviços. Agora, essa lógica passa a fazer parte também dos sistemas de segurança residencial e empresarial.

Na prática, isso significa que, mesmo em cenários como queda de energia, indisponibilidade da internet fixa ou instabilidade na rede local, o sistema consegue manter a comunicação com a Central de Monitoramento utilizando rotas alternativas, preservando a capacidade de resposta diante de uma ocorrência.

Para a Verisure, a engenharia aplicada aos sistemas de segurança passa a desempenhar um papel tão importante quanto os próprios dispositivos instalados. "À medida que as soluções incorporam mais recursos de videomonitoramento, inteligência embarcada e monitoramento remoto, cresce também a necessidade de garantir que toda essa estrutura permaneça disponível continuamente, independentemente das condições da infraestrutura local", conclui Rodrigo.

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