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Infraestrutura atualizada fortalece a cibersegurança

Enquanto o debate sobre segurança digital se concentra em softwares, a gestão do ciclo de vida dos equipamentos ganha espaço como parte da estratég...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
11/08/2026 às 16h41
Infraestrutura atualizada fortalece a cibersegurança
Divulgação Apnetworks

O Brasil registrou 753,8 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos ao longo de 2025, segundo relatório da Fortinet produzido pelo laboratório FortiGuard Labs. Diante desse volume, a discussão sobre segurança digital nas empresas costuma se concentrar em camadas de software, como antivírus, firewalls e sistemas de detecção.

Um aspecto menos debatido, porém igualmente decisivo, é o papel da infraestrutura física na proteção corporativa, já que equipamentos atualizados, com firmware em dia e dentro do período de suporte do fabricante, funcionam como uma camada ativa de defesa.

Essa perspectiva parte do princípio de que toda a estratégia de segurança se apoia em uma base de hardware confiável. Quando os equipamentos operam com sistemas de inicialização (BIOS) desatualizados ou sem correções recentes, as ferramentas instaladas acima deles perdem eficiência.

Para Paulo Mattos, CEO e fundador da Apnetworks, empresa que atua há 23 anos em terceirização e gestão de ativos de tecnologia da informação (TI), esse é um ponto historicamente negligenciado. "Durante muito tempo, a cibersegurança foi tratada apenas como um problema de software. As empresas investiram em firewall, antivírus e monitoramento, mas esqueceram que toda essa estratégia depende de uma infraestrutura física confiável e atualizada", afirma.

Equipamentos sem suporte ampliam a exposição

Segundo Mattos, quando um equipamento deixa de receber atualizações de firmware e correções de segurança, vulnerabilidades já conhecidas permanecem abertas por tempo indeterminado. "Os criminosos conhecem essas falhas e exploram exatamente ambientes que não conseguem mais ser corrigidos", explica o executivo.

Ele acrescenta que equipamentos fora do ciclo de vida normalmente não comportam tecnologias modernas de proteção, como inicialização segura (Secure Boot), módulo de plataforma confiável (TPM 2.0) e criptografia avançada, recursos hoje considerados fundamentais para reduzir riscos.

O cenário reforça a relevância do tema. Levantamento da Sophos aponta que 73% das empresas brasileiras foram vítimas de ransomware, tipo de ataque que sequestra e criptografa dados até o pagamento de um resgate. Já o relatório da IBM calcula que o custo médio de uma violação de dados no país chegou a R$ 7,19 milhões em 2025, valor 6,5% superior ao registrado no ano anterior.

Para Mattos, números como esses evidenciam que a substituição planejada de equipamentos deixou de ser apenas uma despesa operacional. "Muitas empresas ainda enxergam a troca de equipamentos apenas como um investimento operacional, quando, na realidade, ela faz parte da estratégia de gestão de riscos", pontua.

Ciclo de vida como estratégia de continuidade

Na Apnetworks, a gestão de ciclo de vida acompanha as etapas de planejamento, implantação, monitoramento, renovação tecnológica e descarte seguro dos equipamentos. O objetivo, segundo o fundador, é manter o parque tecnológico dentro do período recomendado pelo fabricante e amparado por atualizações de segurança. "Também monitoramos indicadores que ajudam a antecipar problemas antes que eles afetem a operação, reduzindo falhas inesperadas e minimizando riscos", detalha.

O executivo observa que, quando um incidente ocorre em um ambiente planejado para ser resiliente, o impacto tende a ser menor. "O custo de uma renovação planejada é infinitamente menor do que o impacto financeiro provocado por um ataque de ransomware, uma paralisação operacional ou um vazamento de dados", compara.

Para o fundador da Apnetworks, essa abordagem reposiciona o papel das prestadoras de serviços de TI. Em vez de apenas fornecer equipamentos, o mercado passa a demandar parceiros capazes de reduzir riscos e sustentar a continuidade das operações.

"As empresas não procuram apenas quem entrega equipamentos. Elas procuram parceiros capazes de reduzir riscos, garantir continuidade e apoiar decisões estratégicas", acentua.

Mattos avalia que a conversa sobre infraestrutura precisa evoluir para acompanhar o crescimento das companhias. Segundo ele, a pergunta deixou de ser qual equipamento adquirir e passou a envolver como construir um ambiente preparado para suportar a expansão do negócio e reduzir riscos nos anos seguintes.

"Quando um ataque acontece, não é apenas um servidor que para. A operação para; clientes são impactados, contratos podem ser comprometidos e a reputação da empresa fica em risco", conclui.

Para saber mais, basta acessar: https://apnetworks.com.br/

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