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Empresa orienta sobre conexões em tomadas e disjuntores

Segundo o coordenador de treinamentos técnicos da COBRECOM, fabricante de fios e cabos elétricos de baixa tensão, as conexões dos fios e cabos a co...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
11/08/2026 às 12h15
Empresa orienta sobre conexões em tomadas e disjuntores
Imagem gerada com ChatGPT (OpenAI)

A conexão correta de condutores elétricos em tomadas, interruptores, disjuntores e outros dispositivos é fundamental para a segurança, eficiência e durabilidade de uma instalação elétrica. Uma conexão mal feita pode causar aquecimento, falhas no funcionamento e até incêndios.

"Uma conexão elétrica bem feita é essencial para garantir a segurança, a confiabilidade e a eficiência da instalação. Ela reduz o risco de mau contato, sobreaquecimento, perdas de energia, falhas no funcionamento dos equipamentos e até provoca princípios de incêndio", explica Paulo Sandrini Pozetti, coordenador de treinamentos técnicos da COBRECOM.

O profissional ainda esclarece que uma conexão mal feita em tomadas, interruptores e disjuntores pode causar diversos problemas, como mau contato, arcos elétricos e, em consequência de uma degradação posterior, curtos-circuitos, aquecimento excessivo, falhas no funcionamento dos equipamentos, derretimento dos componentes e até incêndios. Além disso, reduz consideravelmente a vida útil da instalação elétrica.

"Todo trabalho com eletricidade deve ser realizado por profissionais qualificados, pois eles possuem conhecimento técnico para executar a instalação de forma segura, conforme as normas, conhecem os perigos de trabalhar com eletricidade e como evitá-los, além de trabalharem com EPIs e ferramentas adequadas para cada tarefa", lembra o coordenador de treinamentos da COBRECOM.

Conexão correta

As conexões, quando bem executadas, minimizam resistências de contato, melhoram o desempenho da instalação e contribuem para a maior vida útil dos equipamentos.

Em tomadas, Paulo Sandrini Pozetti indica que, para realizar a conexão correta e garantir o perfeito funcionamento do circuito, é preciso desenergizar o circuito; decapar os cabos na medida correta recomendada pelo fabricante do dispositivo e garantir que nenhum fio condutor fique fora do borne; o aperto dos parafusos dos bornes deve ser realizado conforme o torque recomendado pelo fabricante, evitando tanto aperto insuficiente quanto excesso de torque, o que pode ocasionar desgaste do parafuso; respeitar a identificação dos condutores por cores conforme a norma NBR 5410 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), os condutores fase, neutro e o condutor de proteção (terra) em seus respectivos bornes, com os cabos bem fixados e corretamente dimensionados.

"O condutor de proteção nunca deve ser esquecido nessa etapa de conectar os condutores elétricos com as tomadas, pois ele protege as pessoas e os equipamentos, proporcionando um caminho de baixa impedância para as correntes de falta, permitindo a atuação rápida dos dispositivos de proteção. Ignorá-lo aumenta o risco de choques elétricos, danos aos equipamentos e acidentes", alerta o coordenador de treinamentos técnicos da COBRECOM.

Segundo ele, quando as tomadas apresentarem sinais como deformação do material plástico que suporta os bornes, mau contato, faíscas, cheiro de queimado, escurecimento, derretimento do plástico, trincas ou folga na tomada, indicam que ela deve ser substituída imediatamente.

Já para as conexões de condutores elétricos nos disjuntores e interruptores, Paulo Sandrini Pozetti revela que as ligações devem ser feitas com cabos corretamente decapados, bem fixados nos bornes, sem fios soltos e com aperto adequado, respeitando também a corrente nominal do dispositivo e o dimensionamento do circuito.

Identificação das cores

Para facilitar a correta conexão dos fios e cabos com os componentes elétricos e as futuras manutenções na rede elétrica, a NBR 5410 da ABNT determina um padrão de cores para os condutores fase, neutro e o de proteção (terra).

Azul-claro → Neutro

Verde ou verde/amarelo → Condutor de proteção (terra)

Outras cores, com exceção das cores mencionadas anteriormente (preto, vermelho, marrom etc.). → Fase

Normas técnicas

Para instalações elétricas em baixa tensão (até 1000 V em corrente alternada ou 1500 V em corrente contínua), os profissionais devem seguir a NBR 5410 da ABNT, que estabelece os requisitos para instalações elétricas de baixa tensão, garantindo segurança, funcionamento adequado e conformidade com as normas técnicas.

Dimensionamento dos fios e cabos

Paulo Sandrini Pozetti ressalta que de nada adianta realizar a correta conexão dos fios e cabos elétricos com os componentes elétricos, se os condutores elétricos não forem dimensionados corretamente.

"Os fios e cabos elétricos devem ser dimensionados conforme os critérios estabelecidos pela NBR 5410, considerando a capacidade de condução de corrente, a queda de tensão, a suportabilidade aos esforços térmicos de curto-circuito, o método de instalação e os fatores de correção aplicáveis. Isso garante que o condutor suporte a corrente sem aquecimento excessivo, evitando danos à isolação, quedas de tensão, desperdício de energia e riscos de incêndio. Um dimensionamento correto proporciona segurança, eficiência e maior vida útil à instalação elétrica", informa.

No caso de os condutores elétricos conectados em tomadas, interruptores e disjuntores estarem subdimensionados, podem ocorrer aquecimento excessivo dos condutores e das conexões, queda de tensão, derretimento da isolação, mau funcionamento dos equipamentos, desarmes frequentes dos disjuntores e até incêndios.

"Além disso, o aquecimento pode danificar os próprios dispositivos elétricos, comprometendo a segurança e a vida útil da instalação", frisa Paulo Sandrini Pozetti.

Importante

Paulo Sandrini Pozetti adverte que outros erros frequentes com relação à conexão dos condutores elétricos em tomadas, interruptores e disjuntores podem comprometer a instalação elétrica.

Entre elas estão as conexões mal apertadas; fios rompidos durante a decapagem; uso de condutores com seção inadequada e terminais mal conectados, com mau contato ou com aperto do parafuso na isolação do cabo e não no condutor; e, em instalações existentes, conexões que apresentem sinais de aquecimento, escurecimento ou afrouxamento, que devem ser inspecionadas por um profissional qualificado.

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