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Nova fase da duplicata escritural mobiliza empresas

SEIDOR, Shipay e B3 reuniram especialistas para discutir os impactos da nova regulamentação e as soluções para integração entre ERPs e escriturador...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
05/08/2026 às 15h47
Nova fase da duplicata escritural mobiliza empresas
Divulgação SEIDOR

A duplicata escritural entra em uma nova etapa de implementação no Brasil com o início da fase de produção assistida conduzida pela B3. A mudança regulatória leva empresas de diferentes setores a adaptar seus processos a um modelo voltado ao aumento da segurança das operações, da transparência das transações e da digitalização da gestão financeira. A iniciativa representa a modernização de um mercado que movimenta cerca de R$ 11 trilhões por ano.

Para discutir esse novo cenário, a SEIDOR, consultoria multinacional de tecnologia e principal parceira SAP no Brasil, promoveu, em parceria com a Shipay e a B3, o evento Conexão Duplicata Escritural, realizado na Arena B3, em São Paulo. O encontro reuniu executivos, especialistas em tecnologia, representantes do mercado financeiro e empresas para debater os impactos da nova infraestrutura e os caminhos para sua implementação. A SEIDOR e a Shipay são parceiras da B3 nesse novo serviço.

Durante o evento, especialistas da B3 apresentaram os avanços da regulamentação e o cronograma de implantação da duplicata escritural, enquanto a Shipay abordou os desafios da infraestrutura de pagamentos e da comunicação entre empresas, escrituradoras e instituições financeiras.

Já a SEIDOR detalhou como a integração entre os sistemas de gestão empresarial (ERP), os bancos e as escrituradoras será um dos principais fatores para garantir eficiência operacional nesse novo ambiente. A companhia demonstrou a solução 4pay, plataforma desenvolvida para automatizar a comunicação entre o SAP, instituições financeiras e a infraestrutura das escrituradoras, eliminando processos manuais e ampliando o controle das operações financeiras.

Segundo a empresa, a proposta é transformar um processo tradicionalmente baseado em arquivos, remessas e diversas intervenções manuais em uma operação digital, integrada por APIs e executada em tempo real. "A duplicata escritural não representa apenas uma mudança legal. Ela exige uma transformação operacional das empresas. A conexão entre ERP, bancos e escrituradoras passa a ser um requisito para garantir rastreabilidade, governança e eficiência em toda a jornada financeira", destacou Ramon Henrique, Arquiteto de soluções da SEIDOR, durante a apresentação.

Entre as funcionalidades apresentadas estão o registro automático de duplicatas na B3, monitoramento online do ciclo de vida dos títulos, integração com contas a pagar e receber, envio de manifestações de aceite ou recusa, atualização automática de eventos e baixa contábil diretamente no SAP. A plataforma também automatiza processos de cobrança, pagamentos via Pix, conciliação bancária em tempo real e comunicação com instituições financeiras por meio de APIs.

A solução foi desenvolvida para reduzir atividades operacionais, minimizar falhas decorrentes de processos manuais e fortalecer a governança financeira das empresas. De acordo com a SEIDOR, a automação pode reduzir significativamente o tempo gasto pelas equipes em atividades repetitivas, além de oferecer rastreabilidade completa para auditorias e processos de compliance.

A realização do Conexão Duplicata Escritural ocorre em um momento importante para o mercado. Após a autorização concedida pelo Banco Central para que a B3 atue como escrituradora, a fase de produção assistida permitirá que empresas, instituições financeiras e fornecedores de tecnologia validem processos em ambiente real antes da obrigatoriedade da adoção do novo modelo, prevista para começar em 2027 para grandes empresas e, posteriormente, alcançar médias e pequenas organizações.

"O momento é de preparação. As empresas que iniciarem agora sua adaptação terão mais tempo para revisar processos, integrar sistemas e garantir uma transição segura para o novo modelo", concluiu Ramon Henrique, da SEIDOR.

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