Terça, 25 de Agosto de 2026
13°C 18°C
São Paulo, SP
Publicidade

Chapa de Eliziane ao Senado avança com Lene Rodrigues na primeira suplência e Patrícia Carlos na segunda

Engenharia política reúne PCdoB e PT em torno da recondução da senadora; esposa do deputado Márcio Jerry ex-chefe de gabinete de Flávio Dino deve ocupar a principal vaga de reserva, enquanto a presidente estadual petista completa a composição majoritária.

Por: Carlos Leen
27/07/2026 às 12h56 Atualizada em 27/07/2026 às 13h36
Chapa de Eliziane ao Senado avança com Lene Rodrigues na primeira suplência e Patrícia Carlos na segunda
UNIDADE GOVERNISTA: A chapa da senadora Eliziane Gama (PT) ao Senado avança na consolidação de um palanque que reúne dinistas e brandonistas. Imagem: IA

 

O desenho final da chapa que buscará a reeleição da senadora Eliziane Gama (PT) avançou com um arranjo capaz de promover a convergência formal entre os dois maiores polos do grupo governista: os quadros ligados ao legado do ministro Flávio Dino e as forças políticas alinhadas ao governador Carlos Brandão (MDB).

No centro dessa engenharia de pacificação, a ex-secretária de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid) e ex-chefe de gabinete do governo Dino, Lene Rodrigues, está encaminhada para ocupar a primeira suplência na chapa majoritária.

Lene é esposa do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), uma das vozes mais expressivas do dinismo orgânico no estado.

Segundos fontes de bastidores a segunda vaga de suplente deverá ser de Patrícia Carlos, atual presidente da Comisssão Provisória Estadual do PT no Maranhão.

A consolidação de uma chapa que coloca em uma mesma foto Lene Rodrigues, Patrícia Carlos e Eliziane Gama representa a concretização do tão buscado pacto de não agressão entre dinistas e brandonistas.

Ao longo dos últimos meses, a dispersão de forças no interior e os ruídos de bastidor ameaçavam fragmentar a base aliada em palanques concorrentes.

Para Eliziane Gama, ter na primeira suplência uma gestora com a bagagem de Lene Rodrigues — que acumulou anos de trânsito direto na chefia de gabinete do Estado — e na segunda suplência a dirigente máxima do PT maranhense cumpre a dupla função de blindagem e tração.

O arranjo sinaliza ao eleitorado que, apesar das divergências pontuais de bastidor, o grupo governista sabe afinar o discurso quando o objetivo é assegurar o protagonismo no Congresso Nacional.

Em termos pragmáticos, a união de dinistas e brandonistas na chapa de Eliziane reconfigura as projeções para a disputa ao Senado no Maranhão.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários