
O deputado federal Duarte Júnior (Avante) sofreu um duro revés político interno com o veto de sua própria legenda, o Avante, à sua pré-candidatura ao Senado Federal.
Mesmo diante do bloqueio institucional da executiva, o parlamentar estaria tentando abrir canais de negociação e acionar atalhos jurídicos para viabilizar seu nome na disputa de outubro.
O veto do Avante expõe o desgaste interno do deputado junto à cúpula do partido e aos demais aliados do arco de sustentação estadual.
Interlocutores partidários apontam que a decisão de barrar seu projeto majoritário reflete o acúmulo de insatisfações com o comportamento político de Duarte, frequentemente associado a uma postura centralizadora.
De acordo com bastidores políticos locais, Duarte Júnior experimenta o preço de uma trajetória pautada por escolhas individuais que acabaram por exaurir seu capital de confiança junto às lideranças que poderiam lhe dar sobrevida no xadrez estadual.
Adversários e antigos aliados avaliam que a sua estratégia de buscar o protagonismo absoluto nos holofotes, muitas vezes ignorando os acordos de bastidores e os espaços de seus parceiros de caminhada, cobrou um preço alto no momento de consolidar as chapas de apoio.