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Genial/Quaest: Lula consolida recuperação e abre 8 pontos sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno

Pesquisa mostra o atual presidente com 45% contra 37% do senador do PL; recuo do parlamentar na direita não bolsonarista e desgaste com polêmicas familiares afetam desempenh

Por: Carlos Leen
15/07/2026 às 15h04

Pesquisa da consultoria Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno para as eleições de 2026.

No levantamento atual, o petista aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% do congressista do PL — consolidando uma diferença de oito pontos percentuais.  

O índice de eleitores que declaram voto em branco, nulo ou que pretendem se abster soma 14%, enquanto os indecisos representam 4% dos entrevistados.  

A trajetória dos últimos três meses indica uma tendência de recuperação gradual do atual mandatário e perda de fôlego do principal nome da oposição:

 Julho (atual): Lula 45% x 37% Flávio Bolsonaro (vantagem de 8 pontos);  

 Junho: Lula 44% x 38% Flávio Bolsonaro (vantagem de 6 pontos);  

 Maio: Lula 42% x 41% Flávio Bolsonaro (empate técnico);  

 Abril: Flávio Bolsonaro aparecia numericamente à frente com 42% contra 40% de Lula.  

Duelo de Rejeições: O Calcanhar de Aquiles das Pré-Campanhas

A pesquisa revela que a oscilação nas intenções de voto está diretamente associada ao comportamento dos índices de rejeição dos dois principais postulantes. Em julho, os papéis se inverteram de forma nítida fora da margem de erro:  

 Flávio Bolsonaro: Viu sua rejeição subir cinco pontos percentuais, saltando de 52% em abril para 57% em julho.  

 Lula: Fez o caminho inverso, registrando uma queda de cinco pontos em sua rejeição, que recuou de 55% em abril para 50% em julho.  

Além disso, o senador do PL sofreu um recuo importante em uma de suas principais bases de apoio: na direita não bolsonarista, suas intenções de voto em um eventual segundo turno contra Lula caíram de 90% em abril para 74% em julho — uma variação negativa de 16 pontos percentuais. Na direita declaradamente bolsonarista, ele mantém a liderança isolada com 91%

Análise

Os números consolidados pela nova rodada Genial/Quaest acendem um sinal vermelho definitivo no comitê de campanha de Flávio Bolsonaro e comprovam que a sequência de crises internas ocorridas nas últimas semanas cobrou um preço imediato nas urnas.

A perda de tração do senador, que em abril flertava com a liderança numérica, não é um fenômeno isolado. Ela reflete o impacto direto do desgaste familiar e político, simbolizado pela ruidosa saída de Michelle Bolsonaro do PL Mulher após atritos com o enteado, e pela recente prisão de Márcio Canella, peça-central de seu palanque no Rio de Janeiro.

O dado mais alarmante para a oposição é o recuo de 16 pontos na direita não bolsonarista. Esse eleitorado — de perfil conservador, mas moderado e pragmático — rejeita a agenda puramente ideológica e reage com forte sensibilidade a temas éticos e escândalos partidários, como as revelações envolvendo o financiamento do filme Dark Horse.

Para o governo federal, a recuperação de Lula reflete a acomodação de indicadores econômicos mais estáveis e a percepção de entrega de programas sociais de grande apelo popular. Ao ver sua rejeição recuar para o patamar limítrofe de 50%, Lula respira e passa a disputar com vantagem a fAitia de eleitores de centro e independentes, que historicamente decidem eleições presidenciais no Brasil.

📋 Ficha Técnica da Pesquisa

Instituto: Quaest (contratada pela Genial Investimentos). 

Amostragem: 2.004 eleitores entrevistados presencialmente entre os dias 10 e 13 de julho de 2026. 

Margem de Erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos. 

Nível de Confiança: 95%. 

Registro no TSE: BR-07181/2026. 

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