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Pesquisa Atlas/Bloomberg: Lula lidera cenários de 1º turno e vence todos os adversários no 2º turno

No principal cenário de segundo turno, petista atinge 48,8% contra 42,3% de Flávio Bolsonaro; levantamento aponta que Michelle pontua menos que o enteado em simulação de primeiro turno.

Por: Carlos Leen
01/07/2026 às 16h53
Pesquisa Atlas/Bloomberg: Lula lidera cenários de 1º turno e vence todos os adversários no 2º turno
CORRIDA 2026: Nova pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º) aponta que o presidente Lula (PT) mantém a liderança na corrida presidencial, vencendo todas as simulações de segundo turno.

Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º) aponta um cenário de estabilidade na corrida sucessória presidencial para 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto em todas as simulações de primeiro turno e vence todos os potenciais adversários testados em eventuais cenários de segundo turno.

No principal embate de segundo turno, Lula registra 48,8% das intenções de voto contra 42,3% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Brancos, nulos e indecisos somam 8,9%.

Em comparação com a rodada anterior, realizada em maio, quando o petista marcava 48,9% e o parlamentar 41,8%, as oscilações ocorreram dentro da margem de erro, que é de um ponto percentual.

Cenários de Primeiro Turno

O instituto testou duas configurações para a primeira etapa do pleito, variando o cabeça de chapa do Partido Liberal (PL) diante das recentes crises internas da legenda:

Cenário 1: Com Flávio Bolsonaro (PL)

  • Lula (PT): 46,3%

  • Flávio Bolsonaro (PL): 36,6%

  • Renan Santos (Missão): 7,8%

  • Ronaldo Caiado (PSD): 2,9%

  • Romeu Zema (Novo): 2%

  • Joaquim Barbosa (DC): 1%

  • Demais candidatos: Aécio Neves, Samara Martins (UP), Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Rui Costa Pimenta (PCO), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) pontuaram abaixo de 1% ou não pontuaram. Brancos e nulos somam 1,1% e indecisos, 0,1%.

Cenário 2: Com Michelle Bolsonaro (PL)

  • Lula (PT): 47,1%

  • Michelle Bolsonaro (PL): 19,3%

  • Romeu Zema (Novo): 8,6%

  • Renan Santos (Missão): 8,1%

  • Ronaldo Caiado (PSD): 8,1%

  • Joaquim Barbosa (DC): 1,7%

  • Brancos e nulos: 5,1% | Indecisos: 2%

Confrontos Diretos no Segundo Turno

Nas simulações de segundo turno, o atual mandatário mantém a dianteira contra os principais nomes da centro-direita e da direita nacional:

  • Lula 48,7% vs. 38,9% Michelle Bolsonaro (PL)

  • Lula 48,0% vs. 39,0% Ronaldo Caiado (PSD)

  • Lula 48,2% vs. 38,5% Romeu Zema (Novo)

  • Lula 49,2% vs. 28,9% Renan Santos (Missão)

Índices de Rejeição

O levantamento também mediu o teto eleitoral dos líderes políticos, mapeando em quem os eleitores não votariam "de jeito nenhum". O ex-governador Aécio Neves lidera numericamente o índice, seguido de perto por Flávio Bolsonaro e pelo próprio presidente Lula.

Líder Político Índice de Rejeição (%)
Aécio Neves 54,0%
Flávio Bolsonaro (PL) 53,0%
Lula (PT) 48,6%
Jair Bolsonaro (PL) 45,2%
Michelle Bolsonaro (PL) 43,2%
Ronaldo Caiado (PSD) 38,6%
Romeu Zema (Novo) 38,5%
Renan Santos (Missão) 35,8%
Fernando Haddad (PT) 30,7%
Joaquim Barbosa (DC) 24,6%

Análise: O dilema do PL e a resiliência do teto lulista

Os dados consolidados pela Atlas/Bloomberg trazem um banho de água fria nos defensores da tese de que a troca de Flávio Bolsonaro por Michelle Bolsonaro seria o remédio imediato para estancar as crises do PL.

Embora a ex-first lady desfrute de uma rejeição menor (43,2%) que a do enteado (53%), o seu desempenho em um cenário de primeiro turno (19,3%) mostra que ela ainda não herda automaticamente o espólio total do bolsonarismo (que Flávio crava em 36,6%).

Esse fenômeno de dispersão pulveriza os votos da direita, inflando candidatos como Zema e Renan Santos, ambos subindo para a casa dos 8%.

O "fator fidelidade" da base de Flávio sustenta sua competitividade, mantendo-o como o nome mais viável tecnicamente para ir ao segundo turno, apesar de carregar o desgaste recente das investigações policiais e da crise de bastidores no partido.

O problema central do "Zero Um" reside no seu teto: sua rejeição de 53% é superior à do próprio pai, Jair Bolsonaro (45,2%), o que limita drasticamente sua capacidade de pescar o eleitorado moderado de centro em uma etapa definitiva.

Para o Palácio do Planalto, os números da Atlas/Bloomberg consolidam a estratégia de governabilidade focada na estabilidade econômica. Lula opera em um patamar resiliente de 46% a 48% em todas as simulações, indicando que a polarização nacional segue cristalizada.

O dado mais confortável para o petista é que, mesmo enfrentando nomes com menor desgaste de imagem no centro-direita — como Ronaldo Caiado e Romeu Zema —, a vantagem governista se mantém na casa dos dez pontos percentuais.

Nos próximos dias, a divulgação do restante do relatório, focado nos impactos do polêmico vídeo de Michelle e da operação contra Jaques Wagner, deve calibrar com mais precisão se a crise interna do PL causará danos permanentes à oposição ou se o xadrez se manterá travado nesta exata correlação de forças.

📋 Ficha Técnica da Pesquisa

  • Instituto: AtlasIntel / Bloomberg

  • Amostragem: 4.999 eleitores entrevistados entre 26 e 30 de junho de 2026.

  • Metodologia: Recrutamento digital aleatório (Atlas RDR).

  • Margem de Erro: 1 ponto percentual para mais ou para menos.

  • Nível de Confiança: 95%.

  • Registro no TSE: BR-04582/2026.

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