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IA avança e ganha papel estratégico nas empresas

Especialista afirma que organizações passam a priorizar dados, governança e integração para transformar a inteligência artificial em vantagem compe...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
30/06/2026 às 12h43

A inteligência artificial (IA) deixou de ser uma tecnologia restrita a projetos experimentais e passou a ocupar um papel estratégico nas organizações. O que antes era tratado como inovação exploratória agora se consolida como infraestrutura para apoiar a tomada de decisão, aumentar a eficiência operacional e impulsionar a geração de valor.

Segundo Tiago Farias, founder e co-CEO da TrueChange, empresa de tecnologia especializada em transformação digital para grandes organizações, essa mudança é resultado de um processo de amadurecimento do mercado.

"Durante muito tempo, as empresas investiram em provas de conceito e projetos-piloto. Esse processo foi importante porque mostrou que a inteligência artificial, sozinha, não resolve os desafios do negócio. Sem dados estruturados e confiáveis, ela não entrega resultados consistentes", afirma.

Nos últimos anos, empresas passaram a compreender que a adoção da IA depende da integração entre tecnologia, processos e pessoas. Essa visão está alinhada ao conceito de "Human-AI Workforce" No estudo The Human-AI Workforce Journey, a consultoria projeta que, até 2030, 75% do trabalho em Tecnologia da Informação será realizado por pessoas trabalhando em conjunto com sistemas de IA, enquanto 25% das atividades serão executadas exclusivamente por sistemas inteligentes.

Para Farias, essa mudança representa uma nova etapa na transformação digital.

"O desafio já não é simplesmente usar inteligência artificial. O foco agora é conectar dados, processos e equipes para que a tecnologia amplie a capacidade das pessoas dentro das organizações".

O relatório também aponta que empresas mais preparadas conseguem redesenhar fluxos de trabalho para fortalecer a colaboração entre humanos e IA, criando equipes híbridas e ampliando funções voltadas à criatividade, análise crítica e tomada de decisão. Na mesma direção, a Mendix defende que o avanço da transformação digital passa pela combinação entre automação inteligente e capacidades humanas, e não pela substituição das pessoas pela tecnologia.

"Nesse contexto, cresce a importância de aspectos como qualidade dos dados, governança da informação e integração entre sistemas. Esses elementos passam a ser considerados fundamentais para que projetos de IA sejam escaláveis e produzam resultados consistentes", ressalta.

Além disso, a inteligência artificial vem sendo incorporada de forma cada vez mais integrada às operações das empresas. Em vez de atuar apenas em dashboards ou relatórios, ela passa a apoiar decisões, antecipar cenários e automatizar processos operacionais.

"A IA assume atividades repetitivas e de menor complexidade, enquanto as pessoas direcionam mais tempo para estratégia, inovação e tomada de decisão. Esse equilíbrio é um dos principais fatores de geração de valor nessa nova fase", explica Farias.

À medida que a tecnologia ganha espaço em processos decisórios, também aumentam as discussões sobre transparência, governança e mecanismos de controle para garantir o uso responsável da inteligência artificial.

Para o executivo, a competitividade tende a depender menos da adoção da tecnologia em si e mais da capacidade de implementá-la de forma estruturada.

"O diferencial competitivo está na execução. Empresas que organizam seus dados, integram seus processos e estabelecem uma governança consistente conseguem extrair muito mais valor da inteligência artificial do que aquelas que apenas adotam novas ferramentas".

Na avaliação do especialista, o avanço da inteligência artificial nas empresas depende cada vez mais da preparação interna das organizações. Estruturas sólidas de dados, governança e integração entre áreas são apontadas como fatores que permitem transformar a IA em uma vantagem competitiva com impacto em eficiência, tomada de decisão e geração de valor.

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