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Varejo movimenta mais de R$ 766 bilhões em compras B2B

O segmento de varejo se firmou como o principal impulsionador financeiro do mercado B2B no Brasil, segundo dados do levantamento Panorama do Contas...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
23/06/2026 às 11h22
Varejo movimenta mais de R$ 766 bilhões em compras B2B
Imagem gerada via Gemini

O setor varejista se consolida como o grande motor financeiro do mercado B2B brasileiro. É o que indicam dados do capítulo "O que as Empresas Compram no Brasil", do Panorama do Contas a Pagar, levantamento da Qive. A análise considerou 183,1 milhões de notas fiscais emitidas (NFEs) em 2025, totalizando R$ 1,6 trilhão em transações mapeadas por 2,67 milhões de CNPJs, e revela que o setor operou volumes massivos, registrando R$ 766,16 bilhões em compras corporativas e R$ 625,44 bilhões em vendas. O levantamento mapeou o comportamento de compra de aproximadamente 1,4 milhão de empresas varejistas.

Além disso, o grande marco econômico do ano destacado pelo relatório foi a sinergia comercial entre o varejo e a indústria. As negociações intersetoriais exclusivas movimentaram a marca de R$ 350 bilhões, evidenciando o varejo como a principal ponte de escoamento para a produção industrial nacional.

Apesar dos volumes transacionados, o estudo apontou para uma dinâmica restrita no relacionamento com fornecedores: as empresas do segmento varejista mantêm, em média, parcerias com apenas 5,3 fornecedores simultâneos.

"As compras por setor atendem às necessidades de cada operação no dia a dia. Mas, quando analisamos em escala, fica claro que a maturidade fiscal e financeira de uma empresa depende também da maturidade dos seus fornecedores. Com a chegada da Reforma Tributária, essa interdependência ganha um peso ainda maior", destaca Vitor de Araujo, cofundador e Head de AI Lab da Qive.

O que o varejo mais compra?

Na divisão por macrocategorias de mercadorias, os investimentos do varejo foram liderados pelas áreas de logística, energia e consumo diário. Os maiores volumes financeiros ficaram com:

  • Veículos automóveis e tratores: R$ 110,6 bilhões;
  • Combustíveis minerais e óleos: R$ 108,5 bilhões;
  • Bebidas e líquidos alcoólicos: R$ 68,4 bilhões;
  • Máquinas e materiais elétricos: R$ 58,8 bilhões;
  • Produtos farmacêuticos: R$ 56,1 bilhões.

Em um nível mais detalhado de produto, a análise revelou que a cerveja de malte é o item com maior capilaridade, liderando o ranking de alcance entre as empresas do setor e movimentando R$ 20,9 bilhões. No entanto, em termos puramente financeiros, no top 5, o destaque fica com o óleo diesel, que somou sozinho R$ 59,4 bilhões nas aquisições. Outros itens presentes nas compras do varejo são aqueles que incluem preparações alimentícias diversas (R$ 3,6 bilhões) e produtos farmacêuticos (R$ 33 bilhões).

"O cenário consolida o setor varejista não apenas como o principal comprador do país, mas aponta para oportunidades contínuas de diversificação e otimização de parcerias ao longo de sua bilionária cadeia de suprimentos", completa Vitor.

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