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Portaria 671 acelera digitalização do controle de jornada

Empresas adotam soluções modernas para garantir conformidade, segurança jurídica e eficiência na gestão de pessoas

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
11/06/2026 às 15h15
Portaria 671 acelera digitalização do controle de jornada
Imagem do Magnific/pressfoto

O setor de controle de jornada de trabalho no Brasil vem passando por uma transformação significativa desde a publicação da Portaria nº 671/2021 do Ministério do Trabalho. A norma, que atualizou regras antes fragmentadas em diferentes portarias, como a nº 1510 e a nº 373, trouxe mudanças relevantes para empresas que precisam garantir conformidade, segurança jurídica e eficiência na gestão de pessoas.

Um dos principais avanços foi a padronização do registro eletrônico de ponto, que ajuda a reduzir inconsistências e fortalece a segurança jurídica diante da Justiça do Trabalho. A portaria também organizou oficialmente as categorias de registrador eletrônico de ponto (REP-C, REP-A e REP-P) e reforçou exigências de geração de arquivos fiscais e integração com o eSocial.

Na prática, isso significa menos exposição a multas e passivos trabalhistas e mais previsibilidade para quem precisa comprovar a jornada em fiscalizações. Para Willow Maciel, coordenador de marketing da RwTech e porta-voz da empresa, que é especializada no desenvolvimento de soluções para registro e gestão de jornada de trabalho, a Portaria 671 representou um marco de consolidação.

"Ela revogou e unificou regras em um único documento. Para as empresas, o ganho mais relevante foi a padronização do registro eletrônico, que reduz inconsistências e fortalece a segurança jurídica diante da Justiça do Trabalho", salienta.

A transformação digital do RH e do Departamento Pessoal também vem acelerando a substituição dos sistemas tradicionais de ponto. Segundo Maciel, o setor deixou de ser uma área puramente operacional e passou a ser estratégica, exigindo dados confiáveis e processos automatizados. "Sistemas tradicionais, baseados em papel ou em relógios isolados, podem gerar retrabalho, falhas de digitação e dificuldade de auditoria", afirma.

"Com a digitalização, as marcações passam a fluir automaticamente para a folha de pagamento, reduzindo erros no fechamento mensal e liberando o time para atividades mais analíticas", acrescenta.

Entre as tecnologias que vêm ganhando espaço estão o Registrador Eletrônico de Ponto (REP-P), o reconhecimento facial e os aplicativos móveis. O executivo explica que o primeiro dispensa hardware proprietário e permite integração direta com folha e eSocial: "Já o reconhecimento facial agrega segurança e elimina fraudes como a marcação por terceiros, enquanto os aplicativos móveis atendem à realidade do trabalho híbrido e externo, oferecendo flexibilidade com rastreabilidade".

"O denominador comum dessas tecnologias é a combinação entre conformidade legal, mobilidade e confiabilidade dos dados. Exatamente o que o mercado passou a exigir após a 671", observa Maciel.

Estudos recentes reforçam essa tendência. Uma pesquisa conduzida pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) em parceria com a Umanni, noticiada pelo portal Cajuína, mostra que 61,2% das áreas de RH já utilizam inteligência artificial em alguma medida, especialmente para organização de dados e apoio à tomada de decisão.

O levantamento também aponta que, embora haja avanço na digitalização, muitas empresas ainda enfrentam desafios na automação de processos tradicionais e na integração entre sistemas de ponto, folha e obrigações fiscais. Além disso, o relatório evidencia a consolidação do trabalho híbrido e remoto, o que exige soluções digitais de controle de jornada mais flexíveis e adaptadas a diferentes contextos.

Segundo Maciel, a adequação das empresas não depende apenas de um equipamento certificado ou de um software, mas da integração entre eles. "Quando hardware e software conversam de forma nativa, a organização garante que as marcações sejam fiéis, invioláveis e prontas para gerar os arquivos exigidos pela legislação, além da integração com o eSocial", comenta.

"Outro ganho é a flexibilidade, já que as plataformas digitais atendem equipes presenciais, híbridas e externas em um único ambiente. No fim, a empresa troca um processo manual e vulnerável por um fluxo automatizado, rastreável e em conformidade", completa.

O executivo projeta que o futuro do controle de jornada aponta para a consolidação do modelo totalmente digital, com uma adoção crescente do REP-P e da biometria, especialmente o reconhecimento facial.

"Acredito que veremos também mais inteligência aplicada aos dados de jornada, ajudando o RH a antecipar passivos e a gerir escalas com mais eficiência, além de uma integração cada vez mais fluida entre ponto, folha e obrigações fiscais. O caminho aponta para sistemas que não apenas registram a jornada, mas geram inteligência de gestão a partir dela", conclui.

Para saber mais, basta acessar: https://www.rwtech.com.br/

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