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Avanço dos ciberataques com IA desafia segurança empresarial

Fraudes impulsionadas por inteligência artificial reforçam necessidade de estratégias integradas de defesa, alerta especialista

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
02/06/2026 às 14h38 Atualizada em 06/06/2026 às 12h17
Avanço dos ciberataques com IA desafia segurança empresarial
Imagem do Magnific/DC Studio

É inegável que o avanço da inteligência artificial trouxe ganhos importantes para a produtividade e a automação de operações corporativas. Mas, em contrapartida, a tecnologia também abriu espaço para novas ameaças digitais. Estudos recentes confirmam que os ataques cibernéticos impulsionados por IA vêm crescendo de forma acelerada nos últimos anos.

Uma análise realizada pela All About AI mostra que os ataques cibernéticos baseados em IA registraram crescimento de 72% em 2025 em comparação ao ano anterior. A pesquisa revela ainda que 87% das organizações globais já enfrentaram incidentes cibernéticos movidos por inteligência artificial, com 85% relatando especificamente ataques de deepfake.

De acordo com Luiz Henrique Silveira, COO (Diretor de Operações) da Brasiline, a rapidez com que a tecnologia avança foi responsável por tornar os ataques mais complexos e personalizados. "Hoje vemos ataques mais rápidos e difíceis de identificar, o que exige das empresas uma postura cada vez mais preventiva em relação à cibersegurança", afirma.

Segundo ele, criminosos utilizam IA para criar campanhas de phishing sofisticadas, automatizar ataques, desenvolver malwares avançados e até simular vozes e imagens em golpes de engenharia social. "Isso torna as fraudes mais realistas, aumentando o risco para empresas e usuários", explica.

Um relatório produzido pela Microsoft indica que, em 80% dos ataques cibernéticos investigados pela empresa em 2025, os invasores buscavam roubar dados para obter ganhos financeiros. Além disso, ao menos 52% dos incidentes foram realizados por extorsão ou ransomware.

Os dados analisados pela companhia apontam ainda que o Brasil ficou em terceiro lugar entre os países das Américas em que clientes foram mais impactados por atividades cibernéticas, e em primeiro lugar na América do Sul.

Silveira alerta que, além de ocasionar interrupção das operações, vazamento de dados e prejuízos financeiros, os ataques cibernéticos também podem gerar danos à reputação e riscos regulatórios. "Muitas empresas enfrentam perda de confiança por parte de clientes e parceiros após incidentes de segurança".

Ele reforça que qualquer negócio pode ser alvo, não apenas grandes corporações. "Hoje, pequenas e médias empresas acabam sendo mais vulneráveis justamente por não possuírem processos e estruturas adequadas de proteção", observa.

O estudo da All About AI reforça a afirmação do especialista ao revelar que 62% das PMEs analisadas dizem já ter enfrentado ataques impulsionados por IA em 2025, com golpes de deepfake em áudio e vídeo aumentando acentuadamente.

Para enfrentar esse cenário, soluções como SOC (Security Operations Center), monitoramento contínuo e cibersegurança gerenciada têm se tornado fundamentais no ambiente corporativo. "Essas ferramentas permitem detectar comportamentos suspeitos em tempo real e responder rapidamente a incidentes antes que eles causem grandes impactos", explica o COO da Brasiline.

Diante desse panorama, o SOC 360 da Brasiline Tecnologia atua de forma estratégica no monitoramento, análise e resposta a ameaças. "A ferramenta oferece visibilidade completa do ambiente digital das empresas e ações contínuas para reduzir vulnerabilidades".

Projeções da Fortune Business Insights estimam que o mercado global de IA para segurança cibernética ultrapasse faturamento de US$ 44 bilhões em 2026, podendo chegar a US$ 213,17 bilhões até 2034.

Olhando para o futuro, Luiz Henrique Silveira aponta que ataques automatizados e impulsionados por IA serão cada vez mais frequentes, além do crescimento das ameaças voltadas para identidades digitais, ambientes em nuvem e infraestruturas críticas. "As empresas precisam investir desde já em prevenção, monitoramento contínuo, treinamento de usuários e estratégias integradas de segurança para estarem mais preparadas diante desse cenário", conclui o executivo.

Para saber mais, basta acessar: https://soc.brasiline.com.br/

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