
A Prefeitura Municipal de Imperatriz, por meio da SecretariaMunicipal de Saúde (SEMUS), iniciou nesta quinta feira, 28, a implementação da segunda fase do Programa Aedes do Bem, uma técnica biológica inovadora para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças dengue, zika e chikungunya.
A estratégia envolve a liberação de mosquitos machos com uma característica autolimitante.
Os Aedes do Bem, quando acasalam com as fêmeas, dão origem a uma nova geração em que as fêmeas não chegarão à fase adulta. Com isso, a população do mosquito na área tratada é progressivamente reduzida.
Como somente as fêmeas picam, isso contribui para o controle da transmissão de doenças.
O Aedes do Bem é uma tecnologia desenvolvida pela empresa Flyttr e que vem sendo usada no Brasil desde 2011.
Ela foi implantado no município em fevereiro de 2025, em fase de teste, após Imperatriz registrar 675 casos em 2024. No ano passado, os números caíram para 99. E este ano estão em 57 casos confirmados.
É um método sustentável e direcionado ao aedes aegypti, que complementa as estratégias convencionaisde controle, reduzindo a necessidade de aplicações amplas de inseticidas, como o fumacê, que podem impactar diferentes insetos nas regiões tratadas.
As implantações começaram pelo bairro bacuri que receberá 147 caixas em 49 pontos de ativação. Ao todo, nesta etapa serão instaladas 1.166 caixas em 388 pontos de ativação espalhados nos bairros de Bacuri, Morada do Sol, Vila Nova e Parque Santa Lúcia.
O coordenador do controle vetorial, Allan Dantas, destacou a relevância da implementação dessa técnica no trabalho de combate aos vetores.
“A implantação do mosquito autolimitante será de fundamental importância para o trabalhodo controle de vetores. Será feita a instalação das caixascontendo o Aedes do Bem em imóveis pré-selecionadosdentro de bairros com maior número de casos da doença emaior infestação do mosquito nos últimos cinco anos”. avançando no combate a dengue em Imperatriz com inovação. Já temos melhorado nossos índices com o trabalho das nossas equipes, e com a tecnologia do Aedes do Bem, vamos reduzir ainda mais a população do mosquito e, consequentemente, os casos de dengue, zika e chikungunya”.
Lineker ressalta que "a implementação dessa nova técnica não substitui as ações tradicionais de prevenção e controle".
"A Prefeitura mantém o trabalho dos Agentes de Combate as Endemias, que desempenham um papel crucial na conscientização e orientação da população sobre como evitar focos de proliferação do mosquito, como a eliminação de criadouros, a limpeza de terrenos baldios, o tratamento adequado de águasacumuladas e a vistoria regular de imóveis".
(Texto: Maria Almeida. Fotos: Maria Almeida. Video: captação Maria Almeida. Edição: Railson Andrade)