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SEO internacional ganha força com impacto da IA

Redução de custos e avanço tecnológico permitem que empresas de diferentes portes disputem tráfego qualificado em mercados externos

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
28/05/2026 às 16h59
SEO internacional ganha força com impacto da IA
Imagem do Magnific/freepik

O SEO internacional deixou de ser uma estratégia restrita a multinacionais e hoje se consolida como essencial para empresas de diferentes portes ampliarem sua presença digital. A evolução das ferramentas e a redução dos custos de produção multilíngue tornaram possível que companhias médias e até pequenas disputem tráfego qualificado em inglês, espanhol e até mandarim.

De acordo com Matheus Silveira, CEO da Quality SMI, essa mudança reflete uma transformação estrutural, em que empresas de médio porte com produtos escaláveis passaram a ter condições reais de competir em mercados globais. "Há alguns anos, essa conversa era de multinacional, pois a infraestrutura era cara, a expertise escassa e o retorno difícil de justificar. Hoje, o que ainda trava a maioria das companhias não é recurso, e sim encarar isso como estratégia de verdade, não como teste", afirma.

Segundo o executivo, a busca por posicionamento internacional tem sido impulsionada por diferentes fatores, como a saturação do mercado local. "Em alguns segmentos, o custo por clique (CPC) atingiu patamares tão altos que investir em tráfego orgânico internacional passou a ter melhor relação custo-benefício."

"O câmbio também foi um dos responsáveis: com o dólar valorizado, exportar serviços ou produtos digitais deixou de ser expansão e passou a ser sobrevivência para muitas empresas brasileiras", acrescenta.

Dados de mercado reforçam essa tendência. Um levantamento da Research and Markets projeta que o setor de otimização para mecanismos de busca atinja faturamento de US$ 143,9 bilhões até 2030, impulsionado pelo crescimento do comércio eletrônico, do marketing de conteûdo e da publicidade digital.

Na avaliação de Silveira, a internacionalização digital passou a exigir cuidados específicos, já que configurações incorretas de tags hreflang podem levar o Google a entregar versões erradas de páginas, enquanto escolhas equivocadas entre subdomínios e subpastas comprometem a autoridade regional. "Outro erro recorrente é tratar o keyword research como tradução direta, sem considerar diferenças culturais e de intenção de busca".

"O americano que busca software de gestão usa termos que o inglês britânico não usa. Chegar a um mercado externo com pesquisa traduzida do português é construir sobre base errada desde o começo. Além disso, conteúdo bom sem autoridade geográfica não ranqueia. É assim que funciona", complementa.

A simples tradução de um site não garante relevância internacional. Na visão do executivo, traduções automáticas sem revisão nativa podem comprometer a confiança do usuário e afetar a conversão. "O processo envolve arquitetura pensada para cada mercado, pesquisa de intenção local e construção de autoridade com fontes reconhecidas naquele país."

Embora o Google concentre cerca de 90% das buscas globais, outros mecanismos precisam ser considerados. Na China, o Baidu lidera com mais de 50% de participação, enquanto o Yahoo Japan mantém relevância no Japão e o Bing apresenta penetração acima da média em países do Oriente Médio.

Silveira acrescenta uma camada recente: o impacto da Inteligência Artificial. "ChatGPT, Gemini e Perplexity estão mudando como as pessoas buscam. Não basta ranquear no Google. Quem não considera isso no planejamento internacional já começa atrasado."

Estudo recente mostra que as visões gerais de IA do Google (AI Overviews) já aparecem em até 30% das pesquisas e em quase três quartos das consultas voltadas à resolução de problemas, afetando significativamente a visibilidade e o engajamento dos usuários. Isso reforçar a necessidade de estratégias voltadas também para plataformas de IA, dentro do conceito de Generative Engine Optimization (GEO).

Para Silveira, com um mercado digital mais disputado e com mais empresas competindo pelos mesmos termos e investindo em mídia paga, ter uma estratégias sólida se tornou um ativo valioso. "Tráfego orgânico bem construído não some quando o orçamento acaba".

"O que separa quem cresce de quem só gasta é decisão antes de execução. Internacionalização digital não é projeto paralelo. A técnica precisa servir ao negócio. Quando é feito assim, o retorno aparece", conclui o executivo.

Para saber mais, basta acessar: www.qualitysmi.com.br

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