
Já está funcionando: pagamento via Whatsapp. O WhatsApp Pay, como ficou conhecido o serviço, promete ter a mesma facilidade para fazer uma transferência que existe ao enviar uma foto para seus contatos.
Vamos ver agora 11 dúvidas principais sobre o serviço: O que é o WhatsApp Pay? Como ter acesso ao recurso? Como fazer a configuração para a primeira transferência? Como faço uma segunda transferência? Há limites para as transferências? Quem pode usar? Tem custos? Quais os métodos de pagamentos aceitos? É seguro?
Confira: https://homework.net.br/whatsapp-pay-as-11-principais-duvidas-respondidas
O WhatsApp Pagamentos é uma nova maneira de transferir dinheiro, que estará disponível para todos os usuários do WhatsApp. Na prática, é mais um recurso para as pessoas fazerem transações (transferências ou pagamentos) quando necessário.
O serviço foi aprovado pelo Banco Central em 30 de março para transações que envolvam cartões das empresas Visa e Mastercard. No Brasil, segundo país do mundo a contar com esse serviço, são 120 milhões de usuários – ou cerca de 60% da população brasileira. O primeiro país a ter acesso foi a Índia.
O WhatsApp informou que o serviço será liberado gradualmente para todos os usuários do app ao longo deste ano. Segundo a empresa, as pessoas com a função já ativada poderão convidar amigos e familiares em todo o país para utilizar os pagamentos no WhatsApp também – desde que tenham cartões Visa ou Mastercard.
Os bancos parceiros também podem convidar seus clientes para se inscrever e usar os pagamentos no WhatsApp.
Para começar a usar o recurso, o usuário precisará configurar o seu aparelho por meio do próprio WhatsApp.
Para fazer isso, seja no sistema operacional Android ou iOS, a lógica é a seguinte: primeiro, toque no “clipe de papel” ou no item com sinal de soma (+) no espaço onde se digita. Entre as opções, como documentos, fotos e vídeos, sala, localização, também aparecerá a opção “pagamentos”. O usuário deve clicar e inserir o valor que deseja transferir nesta primeira vez que for utilizar o serviço.
Depois que o usuário colocar o valor e der continuidade na seta abaixo, será solicitada uma forma de pagamento para que a transação seja realizada. Nesse momento, uma aba do Facebook Pay vai abrir explicando os termos de uso do serviço.
O usuário deve concordar com os termos para usar o serviço. Feito isso, será solicitada a criação de um PIN para o Facebook Pay. É uma espécie de assinatura eletrônica da transação, de biometria ou de leitura facial. O PIN varia de acordo com o aparelho compatível.
Criado o PIN, o usuário vai inserir dados pessoais: nome completo e CPF. Depois, vai adicionar um cartão de débito emitido por um dos bancos parceiros. Ao adicionar o cartão, haverá uma verificação e confirmação do cartão do usuário por meio de um código recebido via SMS, via e-mail ou via app do banco. Feita essa verificação e configuração, o usuário já poderá fazer transferências. Veja mais detalhes no vídeo acima.
Após fazer a configuração inicial citada acima, para fazer uma nova transferência o usuário deve tocar no “clipe de papel” ou no item com sinal de soma (+) no espaço onde se digita. Entre as opções, como documentos, fotos e vídeos, sala, localização, também aparecerá a opção “pagamentos”.
Depois insira o valor desejado, com a possibilidade de escrever uma mensagem se quiser, e clique na seta para enviar. Se já tiver um cartão configurado, os quatro últimos dígitos do cartão vão aparecer e o usuário precisa apenas clicar em “pagar”.
Em seguida, será solicitado o PIN (salvo durante a configuração). Feito isso, o dinheiro será enviado e uma mensagem sobre a transação aparecerá na própria conversa do app. Veja mais detalhes no vídeo acima.
Os usuários poderão enviar até R$ 1.000,00 por transação, com limite mensal de R$ 5.000,00. É possível fazer até 20 transações por dia.
Os pagamentos só poderão ser feitos dentro do Brasil, e em reais. Os bancos parceiros podem estabelecer um limite menor para transações para aumentar a segurança, por exemplo.
Por ora, o serviço só está liberado para pessoas físicas usuárias do aplicativo de mensagens. A empresa já afirmou que haverá a opção de pagamentos para pessoas jurídicas, mas não especificou datas.
Não é preciso ter o contato salvo para fazer ou receber uma transferência no serviço.
Para o usuário pessoa física o uso do serviço de transferência não tem nenhum custo. A empresa informou que nenhuma empresa envolvida no processo cobrará algo do usuário. Tudo será gratuito.
O serviço será habilitado para usuários do aplicativo com cartões de débito, pré-pagos ou os chamados cartões combo (que oferece a opção débito e crédito) do Banco do Brasil, Banco Inter, Bradesco, Itaú, Mercado Pago, Next, Nubank, Sicredi e Woop Sicredi, com as bandeiras Visa e Mastercard. Não é possível usar cartões de crédito para fazer as transferências.
O WhatsApp já informou que está aberto para mais parcerias de instituições financeiras e adquirentes.
Segundo o WhatsApp, as transferências “são rápidas” e “podem ser realizadas 24 horas por dia, 7 dias por semana”. A empresa explicou que no futuro haverá uma integração do WhatsApp Pagamentos com o Pix. Porém, isso ainda não é realidade hoje.
O WhatsApp no Brasil foi regulado pelo Banco Central recentemente. O serviço foi aprovado em 30 de março deste ano como iniciador de pagamentos, após uma espera de nove meses para ser aprovado.
O iniciador de pagamentos é um tipo de instituição de pagamentos. Ou seja, uma empresa que viabiliza serviços de compra e venda e de movimentação de recursos sem a possibilidade de conceder empréstimos e financiamentos a seus clientes.
O WhatsApp não tem acesso ao dinheiro que está no banco, mas faz o banco executar a ordem a pedido do cliente (que deu início à transferência dentro do app).
De acordo com a empresa, o serviço de pagamentos é protegido por várias camadas de segurança, como o PIN do Facebook Pay ou a biometria em dispositivos compatíveis.
Ainda segundo a empresa, em caso de invasão de uma conta do WhatsApp, como o golpista instala essa conta em um dispositivo diferente, ele não conseguirá realizar pagamentos, pois é necessário o uso do PIN do Facebook Pay ou da biometria para confirmar a transação.
Além disso, se a conta do WhatsApp for instalada em um novo aparelho, as informações de pagamentos são automaticamente redefinidas (reset), evitando que golpistas tenham acesso à sua conta do Facebook Pay.
Questionado sobre eventuais golpes ou falhas de segurança, o WhatsApp explicou que os usuários poderão contatar o suporte da empresa diretamente no aplicativo (Configurações, Ajuda e Fale conosco). Também é possível contatar a Ouvidoria nos canais disponíveis neste link.
Porém, há um alerta: não existe a possibilidade de reverter uma transação. Se o usuário for vítima de engenharia social (quando um cibercriminoso consegue informações confidenciais e sensíveis de uma vítima por meio da persuasão) e efetivar uma transferência usando o WhatsApp Pay, não há como reverter a transação.
Da mesma maneira, se por algum motivo o usuário fizer uma transferência sem querer para um contato desconhecido, não há reversão da operação. Cabe a ele tentar reaver o dinheiro.
Fonte: InfoMoney