
A Câmara Municipal de Imperatriz aprovou nesta semana uma indicação de autoria do vereador e presidente do parlamento local, Adhemar Freitas Jr. (MDB), que solicita ao Poder Executivo a realização de um mutirão de triagem e diagnóstico de neurodivergências.
O foco principal da proposta é ampliar o acesso de crianças e adolescentes a avaliações médicas e multiprofissionais especializadas, agilizando a emissão de laudos para Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), entre outras condições neuroatípicas.

Atualmente, o tempo de espera por consultas com neuropediatras e psicólogos na rede pública de saúde é um dos principais gargalos enfrentados pelas famílias da região.
De acordo com o presidente da Câmara, a aprovação da indicação é um passo político e social estratégico para garantir intervenções terapêuticas adequadas o quanto antes.
“Muitas famílias aguardam por avaliações e acompanhamento adequado. O diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença no desenvolvimento e na qualidade de vida das crianças”, defendeu Adhemar Freitas Jr. em suas redes sociais ao celebrar o acolhimento do projeto pelo plenário.
A indicação agora segue para o gabinete do prefeito Rildo Amaral, a quem cabe analisar a viabilidade financeira e logística, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS), para a execução do mutirão.
A iniciativa toca em um ponto de extrema sensibilidade na dinâmica social de Imperatriz: a judicialização e o estrangulamento do atendimento de neurodivergências.
A escassez de profissionais habilitados para fechar diagnósticos cria uma barreira invisível para milhares de mães e pais de famílias de baixa renda.
Sem o laudo em mãos, essas famílias enfrentam uma barreira dupla: não conseguem o acompanhamento especializado pelo SUS e sofrem para garantir os direitos básicos de inclusão no ambiente escolar, como o mediador em sala de aula.