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Viagens corporativas: gestão evolui com dados e estratégia

Uso de IA, business intelligence e automação ampliam o planejamento das empresas. Thiago Marteletto, diretor da Live Viagens, afirma que a pandemia...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
18/05/2026 às 14h13
Viagens corporativas: gestão evolui com dados e estratégia
Imagem do Magnific/DC Studio

A gestão de viagens corporativas vem assumindo papel mais estratégico nas empresas, com uso de dados, business intelligence (BI) e automação para orientar decisões sobre deslocamentos, fornecedores e políticas internas, segundo levantamento do portal especializado Panrotas.

No Anuário Panrotas de Viagens Corporativas e Eventos 2026, a evolução do setor também é associada ao avanço da inteligência artificial (IA), à digitalização dos atendimentos e à demanda por experiências mais personalizadas e humanizadas nas viagens a trabalho.

Thiago Marteletto, diretor da empresa especializada em gestão de viagens corporativas Live Viagens, observa que a transformação do segmento nos últimos anos foi motivada pela percepção das empresas de que as viagens corporativas impactam diretamente custos, produtividade, experiência do colaborador e tomada de decisão.

"Antes, a gestão era vista apenas como uma atividade operacional, focada em reservas e logística. Hoje, existe uma necessidade maior de controle, previsibilidade e análise de resultados, o que fez com que a viagem corporativa passasse a integrar a estratégia do negócio", afirma o especialista.

Segundo o executivo, esse movimento ganhou força principalmente após a pandemia, quando as empresas passaram a revisar custos e questionar o real propósito dos deslocamentos. "A gestão passou a ter impacto direto em performance e eficiência com a retomada das viagens, que deixou evidente que, quando bem planejadas, geram retorno comercial, fortalecem relacionamentos e aceleram decisões", complementa.

O papel consultivo e de suporte humano em situações críticas da gestão especializada de viagens tem sido ampliado, combinando tecnologia, análise de dados e tomada de decisão estratégica, de acordo com a edição de 2026 do anuário Panrotas.

Tecnologia e personalização

Projeções de mercado compartilhadas pelo mesmo anuário indicam que 72% dos profissionais em deslocamentos corporativos esperam experiências alinhadas ao próprio estilo de trabalho e às preferências individuais, e que, até o fim de 2026, 80% das empresas globais devem incorporar IA generativa aos fluxos de atendimento ao viajante.

Thiago Marteletto reforça que as empresas estão buscando equilíbrio entre experiência do colaborador e governança, por meio de políticas mais flexíveis, combinadas com tecnologia e critérios bem definidos. "Dessa forma, o colaborador tem mais autonomia para escolher dentro de parâmetros estabelecidos, garantindo conforto e eficiência sem comprometer orçamento e compliance", explica.

Para o diretor da Live Viagens, a tecnologia pode apoiar na escolha de rotas, previsão de tarifas, comparação de fornecedores e identificação de alternativas mais vantajosas, ajudando empresas a otimizar recursos e reduzir tempo operacional: "A IA já contribui para analisar grandes volumes de dados e sugerir opções mais eficientes com base em custo, tempo, histórico de comportamento e preferências do viajante".

O executivo destaca ainda que o uso de dados e ferramentas de BI tem contribuído para tornar a gestão de viagens mais eficiente e inteligente ao permitir que as empresas acompanhem padrões de consumo, identifiquem oportunidades de economia e tenham mais previsibilidade sobre os gastos.

"Com relatórios e indicadores, é possível entender comportamento de compra, antecedência de reservas, custos por centro de custo e eficiência das viagens realizadas. Isso torna a tomada de decisão mais estratégica e reduz desperdícios", comenta o profissional.

Dados noticiados recentemente pelo portal Mercado & Eventos, o setor movimentou R$ 3,57 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 12,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O transporte aéreo liderou o desempenho do setor, com faturamento de R$ 2,16 bilhões e crescimento de 16,36%. A hotelaria corporativa também avançou, somando R$ 1,04 bilhão no período, enquanto serviços como transfer e seguro viagem registraram altas expressivas, refletindo a diversificação das demandas no turismo de negócios.

"O papel das empresas especializadas em gestão de viagens corporativas passou a ser consultivo. Hoje, uma agência precisa apoiar o cliente com inteligência de mercado, acompanhamento constante, análise de dados e atualização sobre mudanças em mobilidade, fornecedores e oportunidades de economia", conclui Thiago Marteletto.

O estudo da Alagev conclui que o desempenho do setor reflete um mercado em transformação, impulsionado por tecnologia, análise de dados e modelos de gestão mais estratégicos nas viagens corporativas.

Para mais informações, basta acessar: liveviagens.com.br/

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