
Os primeiros reflexos da nacionalização da disputa eleitoral no Maranhão começaram a se consolidar em números.
Dados da pesquisa Atlas Intel, encomendada pela revista Veja e divulgada nesta sexta-feira (15), revelam que o chamado "efeito Lula" impulsionou de forma visível o desempenho dos pré-candidatos respaldados pelo Palácio do Planalto no estado.
O principal destaque do levantamento está na corrida para o Senado Federal.
Lançada oficialmente pelo presidente em abril, a senadora Eliziane Gama (PT) assumiu a liderança isolada da disputa, registrando índices que oscilam entre 14% e 21%, a depender dos cenários testados pela metodologia da Atlas Intel.
Na disputa pelo Palácio dos Leões, o vice-governador Felipe Camarão (PT) também colheu os frutos do alinhamento nacional.
Apresentado formalmente por Lula como seu candidato ao governo, Camarão superou o ex-prefeito Lahésio Bonfim (Novo) e assumiu a terceira colocação, alcançando 14% das intenções de voto.
A tendência de crescimento da ala petista local já havia sido apontada por outro termômetro na mesma semana: o levantamento do Instituto IPPI, que também indicou curvas ascendentes para Eliziane e Camarão.
A sustentação desse crescimento encontra explicação no cenário presidencial simulado no estado.
O presidente Lula mantém uma liderança consolidada no eleitorado maranhense, registrando 56,4% das intenções de voto, praticamente o dobro do índice obtido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pontua com 28,3%.
Os números da Atlas Intel/Veja mostra que o carimbo de "candidato do Lula" tem peso imediato.
Para Eliziane Gama, a liderança solidifica sua estratégia de reeleição e esvazia o discurso de adversários que tentavam isolá-la.
Se a imagem do presidente for o principal vetor desta eleição, as forças políticas que optaram pelo distanciamento do Planalto no plano local terão que recalcular a rota com urgência.
A engrenagem de 2026 começou a girar, e o combustível majoritário no Maranhão continua sendo o "Lulismo".