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Juiz de Fora avança em inovação urbana com projeto Moinho

Moinho consolida novo modelo de ocupação urbana na Zona Norte ao integrar inovação, serviços, estadias flexíveis e experiências em um mesmo território

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
13/05/2026 às 19h03
Juiz de Fora avança em inovação urbana com projeto Moinho
Moinho/Divulgação

Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, passa a integrar o mapa nacional de iniciativas de inovação urbana com o Moinho, projeto instalado na estrutura do antigo Moinhos Vera Cruz. O espaço se consolida como um moderno centro urbano que reúne empreendedorismo, inovação, criatividade, serviços, saúde, educação, comércio e cultura em um único território.

Concebido a partir da lógica da vida coletiva, o Moinho propõe uma nova forma de viver, trabalhar e se conectar com a cidade. O projeto aproveita a estrutura original do antigo moinho de trigo para abrigar empresas, espaços de trabalho, áreas de convivência, programação aberta ao público e diferentes experiências que estimulam a circulação, os encontros e a permanência das pessoas ao longo do dia.

No centro desse ecossistema está o Hub de Inovação do Moinho, ambiente que reúne empresas, startups, espaços compartilhados, salas de reunião, estações de trabalho e uma agenda contínua de encontros, debates, apresentações, conexões e trocas entre profissionais, empreendedores e lideranças.

A proposta do Moinho se estrutura a partir da integração entre quatro eixos: moradia, educação, saúde e comércio, organizados em um mesmo espaço físico. Esse modelo favorece a circulação interna, reduz deslocamentos e fortalece a construção de uma comunidade conectada por infraestrutura, serviços, experiências e relações humanas.

Com perspectiva de 180 unidades, o eixo Moradia conta hoje com 22 apartamentos por assinatura, instalados nos antigos silos de grãos e pensados para oferecer uma experiência de habitação conectada ao cotidiano contemporâneo. Todos os apartamentos são diferentes e foram criados com arquitetura original e decoração inspirada em obras de artistas locais, ampliando a proposta de um lugar onde morar, trabalhar, circular, consumir, aprender e conviver acontecem de forma integrada.

Reconhecido pela legislação municipal como centro de tecnologia, o Moinho está inserido no Corredor de Inovação de Juiz de Fora, reforçando o potencial da Zona Norte como um espaço estratégico para o desenvolvimento econômico, criativo e urbano da cidade.

Rua ABertha reorganiza a circulação e propõe novos usos para o espaço urbano

Entre os movimentos mais recentes do projeto está a inauguração da Rua ABertha, criada em parceria com a Prefeitura de Juiz de Fora como extensão da Rua Bertha Halfeld. A nova via perpassa o Moinho e nasce com um duplo propósito: contribuir para a mobilidade da região e, ao mesmo tempo, estimular novas formas de ocupação e convivência no espaço urbano.

Durante a semana, a Rua ABertha funciona como eixo de circulação, colaborando com a redistribuição do tráfego na Zona Norte e com um novo ponto de ônibus, moderno e confortável, para os usuários do transporte público. Aos domingos, a rua é fechada para veículos e aberta ao uso de pedestres, tornando-se um espaço voltado ao lazer, ao esporte, à convivência e à programação cultural.

Seu desenho prioriza a circulação de pessoas, as áreas de permanência e a ativação por iniciativas culturais, criativas e comunitárias. A proposta é transformar a rua em um espaço vivo, onde mobilidade, encontros e cultura coexistem e ampliam a relação da cidade com o território.

Arte urbana em grande escala reforça identidade e memória do território

Como parte das ativações recentes da Rua ABertha, o Moinho também recebeu um mural em grande escala assinado pelo artista Wes Gama em uma das empenas do edifício. A obra tem cerca de 400 m² e 26,8 metros de altura, com visibilidade a partir de diferentes pontos do Bairro Industrial.

A intervenção parte de uma leitura sobre o papel histórico do antigo moinho na cidade e sua relação com o fluxo de pessoas, memórias e transformações urbanas ao longo do tempo. Ao conectar passado e presente, a obra reforça a proposta do Moinho com a arte pública, a ocupação criativa do território e a valorização da cultura no cotidiano da cidade.

Com acesso livre para a população, o mural passa a integrar a paisagem urbana da região e fortalece o Moinho como um espaço onde inovação, cidade, memória e expressão artística se encontram.

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