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Posicionamento digital fortalece competitividade das marcas

Estratégias de branding no ambiente online se tornam essenciais para conquistar confiança, fidelizar consumidores e ampliar resultados comerciais

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
07/05/2026 às 13h53
Posicionamento digital fortalece competitividade das marcas
Imagem do Magnific/rawpixel.com

O ambiente digital transformou a maneira como as marcas se relacionam com os consumidores e consolidou o posicionamento como um dos pilares da competitividade. Dados da Pesquisa CNDL/SPC Brasil, realizada em parceria com a Offerwise Pesquisas, mostram que 73% dos consumidores brasileiros já fizeram pelo menos uma compra pela internet e que sete em cada dez pessoas compram online ao menos uma vez por mês.

O levantamento revela ainda que 92% dos consumidores retornam a comprar na mesma loja online, sendo que 25% apontam a confiança como motivo principal para essa fidelização. Esses números evidenciam que o e-commerce e as plataformas digitais já fazem parte da rotina da população e que a construção de uma identidade sólida é determinante para conquistar espaço em um mercado cada vez mais competitivo.

Para Diego Fernandes, cofundador da agência especializada em marketing digital Go Biz, o posicionamento digital deixou de ser um complemento da estratégia e passou a ser a própria estratégia. "Durante muito tempo, posicionamento de marca era uma conversa reservada para grandes empresas com verba para TV e outdoor. Hoje, uma marca pequena pode ocupar um espaço relevante na mente do consumidor sem precisar de um orçamento milionário — mas precisa de consistência, propósito e estratégia", explica.

De acordo com Yan Gomes, cofundador da Go Biz, o que torna o posicionamento da marca ainda mais estratégico é o comportamento do consumidor moderno. "Antes de comprar, as pessoas pesquisam, comparam, leem avaliações, seguem perfis. A empresa que não tem uma presença digital coerente e bem construída simplesmente não existe para boa parte do seu potencial público", enfatiza.

Apesar da relevância, os especialistas afirmam que muitas empresas ainda cometem falhas ao tentar se posicionar no ambiente online. Yan Gomes observa que o erro mais frequente é a falta de clareza: "O mais comum é vermos marcas que tentam estar em todo lugar ao mesmo tempo sem ter clareza sobre o que querem dizer. O resultado é uma presença digital que não posiciona e só ocupa espaço".

Diego Fernandes acrescenta que confundir posicionamento com promoção é outro equívoco recorrente. "Muitas marcas usam os canais digitais apenas para empurrar produto e desconto, sem construir nenhuma relação com o público. Posicionamento é sobre o que você representa, não só sobre o que você vende", avalia.

Esse comportamento contrasta com o que os consumidores afirmam na pesquisa da CNDL/SPC Brasil, em que 22% relatam maior sensação de segurança ao falar diretamente com o vendedor como um dos principais motivos que levam à compra via WhatsApp, por exemplo. Além disso, 41% dizem participar de grupos VIP criados para oferecer promoções e ofertas exclusivas, o que mostra que a relação e a confiança são fatores decisivos para a fidelização.

Branding e performance integrados

No ambiente digital, branding e performance estão cada vez mais interligados. Yan Gomes informa que, embora existam distinções entre os dois, já que um trabalha percepção no médio e longo prazo, enquanto o outro foca em resultados mais imediatos, "uma campanha de performance bem-feita também pode construir uma marca sólida".

"Empresas bem posicionadas pagam menos para adquirir clientes e cobram mais pelo que entregam. O posicionamento transforma uma oferta comum em algo que as pessoas escolhem de forma consciente e recorrente", complementa.

Redes sociais como vitrine

As redes sociais se consolidaram como o principal ponto de contato entre marcas e consumidores. Diego Fernandes ressalta que os canais se comportam não apenas como um centro de distribuição de conteúdo, mas como um espaço onde a marca mostra quem ela é, como se comunica e o que defende. "Para não ser ‘mais uma’ no feed, a empresa precisa ter uma voz própria e reconhecível".

Esse papel das redes sociais também é confirmado pela pesquisa da CNDL/SPC Brasil, que mostra que 49% dos consumidores já compraram por meio delas, com 35% destacando rapidez e praticidade como fatores decisivos.

"A diferença entre uma marca memorável e uma esquecível nas redes muitas vezes está na consistência e na humanização. As pessoas se conectam com pessoas, então marcas que mostram bastidores, que têm posicionamento claro e que respondem criam vínculos reais", pondera Yan Gomes.

Tendências para os próximos anos

Segundo os especialistas da Go Biz, o futuro do posicionamento digital já aponta para uma maior personalização e autenticidade das marcas. "O crescimento do conteúdo em vídeo curto e das comunidades digitais vai moldar o posicionamento. As marcas que souberem construir comunidades em torno dos seus valores vão ter uma vantagem enorme. No fundo, posicionamento de marca vai ser cada vez mais sobre pertencimento", conclui Diego Fernandes.

Para saber mais, basta acessar: https://www.gobiz.com.br/

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