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Centros de Serviços Compartilhados ampliam papel estratégico

Formato de trabalho híbrido predomina em 74% dos CSCs e 38% adotam modelos distintos por função, segundo estudo do IEG.

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
15/04/2026 às 14h48
Centros de Serviços Compartilhados ampliam papel estratégico
Imagem de Freepik/DC Studio

Um levantamento do Instituto de Engenharia de Gestão (IEG), com base na plataforma Market Intelligence Application (MIA), indica que o formato de trabalho híbrido é predominante nos Centros de Serviços Compartilhados (CSCs) no Brasil, adotado por cerca de 74% das estruturas, enquanto 23% ainda operam de forma totalmente presencial e uma pequena parcela permanece integralmente remota.

No modelo de trabalho híbrido, a distribuição de dias presenciais se concentra em três dias de trabalho no escritório, adotados por 43% dos CSCs, seguidos por quatro dias em 24% dos casos e dois dias em 19%. Em 62% das estruturas, o modelo de trabalho é uniforme entre as áreas, enquanto 38% adotam formatos distintos, com maior presença física em funções operacionais e maior flexibilidade em atividades analíticas ou de suporte.

Pedro Moi, sócio e responsável pela MIA, avalia que os dados demonstram estabilidade na configuração de trabalho escolhida pelas empresas, especialmente se comparado a 2025. Para ele, isso reforça que o formato deixou de ser uma resposta conjuntural e se consolidou como uma escolha estratégica das organizações.

"Aproximadamente três em cada quatro CSCs operam no modelo híbrido. O que tem se diferenciado ao longo dos anos é o aumento gradual do número de dias presenciais exigidos, sinalizando uma valorização crescente da presença física nas operações", observa o especialista.

Para o executivo, o modelo híbrido tem favorecido a interação dos colaboradores tanto dentro de suas próprias equipes quanto com profissionais de outras áreas, facilitando a integração entre times e contribuindo para a disseminação da cultura organizacional, especialmente entre novos colaboradores em fase de adaptação.

Evolução e tendências

Pedro pontua que os CSCs no Brasil evoluíram significativamente nos últimos anos, especialmente em seu posicionamento dentro das organizações como estrutura e importância estratégica. "Cada vez mais, passam a assumir um papel de geração de valor ao negócio, seja por meio da otimização de processos já existentes, seja pela incorporação de estruturas e competências que impactam diretamente as áreas corporativas da empresa", diz.

O responsável pela MIA aponta que os CSCs têm investido cada vez mais na otimização de suas operações e processos por meio da tecnologia; esta é uma tendência que deve se intensificar nos próximos anos. "O objetivo é liberar capacidade operacional para que o CSC possa agregar processos de maior valor estratégico ao negócio", afirma.

Embora 49% dos CSCs não realizem medição formal do impacto do modelo de trabalho, entre as organizações que acompanham o indicador, predomina a percepção de manutenção da produtividade, apontada por 33%, com registros de melhora em 17% dos casos e praticamente nenhuma indicação de queda, mencionada por 1%, sinalizando que o formato híbrido vem sendo incorporado sem prejuízo à eficiência operacional.

Para mais informações, basta acessar: ieg.com.br/

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