
Com o desprezo do governo da federal pelos riscos da Covid-19, passando pela insistência do presidente em investir em remédios sem eficiência até a demora na compra de vacinas entre outros tropeços, o Brasil ultrapassou nesta quinta-feira (29) a marca de 400 mil mortes provocadas pelo coronavírus, 14 meses após a detecção da doença no Brasil e apenas 37 dias depois de registrar 300 mil óbitos. Entre março e abril, foram 100 mil mortes registradas em apenas 36 dias. Ou seja, uma em cada quatro pessoas que morreram pela doença no Brasil perdeu a vida nos últimos 36 dias.
Os dados são do consórcio de veículos de imprensa formado pela Folha de São Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, G1, Extra e UOL. Ao meio dia desta quinta (29/04) foi registrado 400.021 mortes no país, com mais de 14,5 milhões de casos desde fevereiro de 2020 perdendo apenas para os EUA em números de óbitos absolutos dentre os países mais populosos.
Enquanto isso o presidente Jair Bolsonaro virou assunto hoje nas redes sociais após dizer que a Antártica fica no Brasil. A gafe aconteceu quando ele anunciava um canal na internet que fala sobre os atrativos do país. Bolsonaro começou a falar sobre as regiões brasileiras, citou a Amazônia e emendou a Antárctica como parte do país.
Vale lembrar que enquanto cruzavamos as marcas de 100.000 cadáveres (em 8 de agosto de 2020), 200.000 (em 7 de janeiro deste ano) e de 300 mil (em 24 de março), os brasileiros ouviam da maior autoridade do país que o Sars-Cov-2 é uma "fantasia da grande mídia", uma "gripizinha" e um "mimimi". As frases de Bolsonaro coincidem com a escalada de mortes, e, com as falhas de gestão em todos os níveis. O Brasil virou preocupação mundial na pandemia.
E, uma Pesquisa PoderData realizada de 2ª a 4ª feira desta semana (26-28.abr.2021) indica estabilidade nas taxas de aprovação e desaprovação ao governo Jair Bolsonaro. A atual gestão federal é reprovada por 57% dos brasileiros e aprovada por 35%, níveis semelhantes aos dos levantamentos anteriores.
Mudando um pouco de assunto
Huck, Amoedo, Eduardo Leite, Dória, Mandetta, Ciro Gomes e Marina, esta última como coadjuvante de Ciro, abrem ainda mais a tarrafa pra alcançar Joaquim Barboza e Danilo Gentilli, sim, ele mesmo, uma espécie de Bolsonaro humorista de sucesso. Qual o objetivo? Evitar a “polarização” entre Lula e Bolsonaro. É o que os une. Não, o objetivo explícito não é tirar um genocida, autoritário, truculento, fascista, estupido do poder. Não é salvar o Brasil desta queda livre em direção à barbárie e à escuridão obscurantista. O que os liga é construir uma terceira via para evitar que Lula ganhe de Bolsonaro.
É preciso defender frente ampla, mas pra derrotar Bolsonaro. Porém não frentes, por mais amplas que sejam, que excluam o candidato cujas pesquisas mostram ser, hoje, o único capaz de derrotar Bolsonaro. Não é inteligente, se o objetivo é mesmo defender a democracia, a vida do nosso povo e a soberania de nosso país. O que me incomoda mais nesta articulação é ver Ciro ali. Ver Amoedo, o PSDB de Dória e Leite, Mandetta, quererem construir qualquer coisa, mesmo um bolsonarismo melhorado, é algo previsível. Mas Ciro ali coloca um verniz de legitimidade que esta trupe não tem.
Para fechar nossa Coluna Política de hoje, um alento: Escolas, bibliotecas, quadras poliesportivas e outros itens, totalizando 24 novos equipamentos, foram entregues pelo Governo do Estado. A série de melhorias infraestruturais integra o programa estadual Escola Digna e marca ainda o Dia Mundial da Educação, comemorado ontem, quarta-feira (28). O governador Flávio Dino fez as entregas, em evento virtual, no Palácio dos Leões. Mais de 10 municípios foram contemplados nesta etapa, incluindo a capital.
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Em nome de Carlos Leen Santiago Santos.
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