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Fufuca rompe com cúpula do PP por fidelidade ao Palácio do Planalto

Ex-ministro ignora ultimato da legenda, sacrifica cargos partidários e aposta na popularidade de Lula no Maranhão para consolidar projeto político em 2026.

Por: Carlos Leen Fonte: Veja
05/04/2026 às 20h07
Fufuca rompe com cúpula do PP por fidelidade ao Palácio do Planalto
Dissidente no PP, Fufuca prioriza alinhamento com eleitorado maranhense. Imagem : Sérgio Dutti/ Revista Veja


Após quase três anos usufruindo do prestígio e da estrutura da Esplanada dos Ministérios, o Progressistas (PP) deu um ultimato no ano passado: todos os filiados deveriam entregar seus cargos no governo federal.

A ordem visava alinhar a legenda à oposição e costurar uma aliança nacional com o PL para as próximas eleições.

Mas houve uma resistência interna barulhenta.

André Fufuca, então titular da pasta do Esporte, ignorou o comando da cúpula partidária.

O preço da desobediência foi alto: ele perdeu a vice-presidência nacional do PP e o comando do diretório no Maranhão. No entanto, em entrevista a VEJA, Fufuca demonstra que o cálculo político foi preciso.

De olho no eleitorado maranhense — onde Lula obteve 71% dos votos em 2022 —, ele afirma que a gratidão ao presidente supera a fidelidade partidária.

Durante a entrevista, o parlamentar também defendeu o atual modelo de distribuição de emendas parlamentares, incluindo as de comissão.

Para Fufuca, o mecanismo representa um avanço institucional e fortalece a atuação do Congresso Nacional junto aos municípios.

Ele destacou ainda o papel do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino na mediação de impasses entre os Poderes, especialmente nas discussões envolvendo o Orçamento. Segundo o deputado, a experiência política de Dino pode contribuir para o equilíbrio entre Judiciário e Legislativo.

"Anistia, não"

Um dos pontos mais contundentes da entrevista toca na ferida aberta do 8 de Janeiro. Enquanto setores da direita e do próprio PP articulam projetos de anistia para os envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, Fufuca é taxativo ao se posicionar contra qualquer perdão a crimes contra ao Estadp de Direito

"Anistia, não. Atentar contra a democracia não é brincadeira. É algo muito grave. O que se tentou fazer no Brasil foi um ato contra os poderes, contra as instituições", afirma o ex-ministro.

Repercussão local

No Maranhão , onde o eleitorado historicamente apresenta maior alinhamento com o presidente Lula a , depender da configuração das alianças, o ministro pode se consolidar como uma das principais lideranças do estado em composições majoritárias vinculadas ao projeto político do governo federal.

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