
Duarte Jr. experimenta agora o custo político de uma trajetória pautada pela independência radical — ou, como definem aliados e adversários ouvidos pelo Blog do Carlos Leen, pelo "individualismo extremo".
A tentativa de abrigo no PV esbarra na regra da Federação, que exige consenso entre as três siglas, e o veredito local é unânime: não há interesse em conviver com o parlamentar.
O diagnóstico colhido junto a fontes de diversos campos políticos é contundente sobre o perfil de Duarte:
Falta de Estratégia Coletiva: O parlamentar é acusado de tomar iniciativas buscando apenas o destaque pessoal e a obtenção de votos, sem medir o impacto negativo que suas ações causam em aliados históricos ou em projetos partidários maiores.
Quebra de Compromissos: A fama de "descumpridor de acordos" fechou portas em siglas de centro, como o União-PP, onde os pré-candidatos temem que ele utilize a estrutura da chapa para canibalizar votos dos próprios correligionários.
O Veto Nacional: Sem respaldo das direções estaduais de PT e PCdoB, a decisão deve subir para Brasília. Contudo, as executivas nacionais não parecem inclinadas a intervir, uma vez que Duarte nunca se consolidou como um "homem de grupo".
Duarte Jr. corre o risco real de ficar sem viabilidade para a reeleição. No sistema proporcional, ninguém se elege sozinho, e o comportamento de "atropelar" parceiros de caminhada política para sobressair-se nos holofotes agora cobra o seu preço na hora da montagem das nominatas.
Ao agir única e exclusivamente pelos próprios interesses, ele exauriu seu capital de confiança com as lideranças que poderiam lhe dar sobrevida.
Hoje, ele é visto como um "risco" para qualquer chapa: se entra, pode tirar a vaga de um aliado tradicional; se fica, não agrega ao projeto coletivo.
Com sorte terá que buscar uma sigla nanica e arriscar candidatura sem o fundo partidário e o tempo de TV das grandes coligações.