
Aos 76 anos, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou seu retorno à disputa presidencial — cenário em que estreou ainda em 1989.
O lançamento de sua pré-candidatura, realizado na sede nacional do PSD, marca uma inflexão estratégica na sigla comandada por Gilberto Kassab, que deixa de atuar apenas como força de equilíbrio para assumir protagonismo na corrida ao Palácio do Planalto em 2026.
Logo no primeiro movimento de campanha, Caiado defendeu a concessão de anistia irrestrita ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta, considerada polêmica, foi apresentada como um gesto necessário à “pacificação nacional”.
Segundo Caiado, medidas de perdão já foram utilizadas como instrumento de recomposição política em momentos críticos da história brasileira.
O posicionamento também é interpretado como um aceno direto ao eleitorado bolsonarista, numa tentativa de herdar parte do capital político do ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar por tentantiva de golpe de estado.
Médico de formação e um dos principais nomes da bancada ruralista no Congresso ao longo das últimas décadas, Caiado estrutura sua pré-campanha em torno de dois eixos centrais: segurança pública e agronegócio.
Reflexos nos Estados
A entrada de Caiado na disputa presidencial também reorganiza o cenário político nos estados, especialmente onde o PSD busca ampliar sua influência.
No Maranhão, por exemplo, o movimento fortalece a posição do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, apontado como possível candidato ao governo estadual. Com um presidenciável alinhado à direita, Braide passa a contar com um interlocutor nacional capaz de facilitar o diálogo com eleitores de perfil conservador, sobretudo no interior do estado.