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Especialista explica como marcas ampliam presença em IAs

Helton Sforzin, estrategista digital e mercadólogo com mais de duas décadas de experiência em SEO, revela as estratégias por trás do GEO e do AEO e...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
20/03/2026 às 11h18
Especialista explica como marcas ampliam presença em IAs
Helton Sforzin | Foto: Fredericus

A expansão das ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa tem alterado a forma como pessoas buscam informações na internet e, com isso, impactado diretamente a visibilidade das empresas no ambiente digital. Em vez de apenas apresentar uma lista de links, plataformas como ChatGPT, Gemini e Perplexity passaram a oferecer respostas prontas, organizadas em linguagem natural e, em muitos casos, acompanhadas de referências a marcas, serviços e especialistas. Esse movimento tem levado profissionais de marketing e comunicação a reverem estratégias de presença on-line.

A mudança também é sustentada pelo avanço do uso dessas plataformas no cotidiano. O Google informou, em 2024, que os AI Overviews passaram a alcançar mais de 1 bilhão de usuários por mês em mais de 100 países. Já a OpenAI divulgou, em 2025, que o ChatGPT havia atingido 700 milhões de usuários ativos semanais. Os dados indicam que a disputa por atenção no ambiente digital já não se concentra apenas nos buscadores tradicionais, mas também nas respostas geradas por inteligência artificial.

GEO e AEO ganham espaço na estratégia digital

Nesse cenário, ganham relevância conceitos como GEO, sigla para Generative Engine Optimization, e AEO, de Answer Engine Optimization. As duas abordagens se relacionam à adaptação dos conteúdos para ambientes em que a informação é interpretada, resumida e apresentada por sistemas de IA. Enquanto o SEO segue voltado ao ranqueamento em mecanismos de busca, GEO e AEO ampliam esse trabalho para o universo das respostas automatizadas.

Para Helton Sforzin, estrategista digital, mercadólogo e fundador da i5 Marketing, em Belo Horizonte, a mudança exige reorganização de prioridades. "Antes, o esforço estava concentrado em alcançar boas posições na página de resultados. Agora, há também uma preocupação crescente com a forma como a marca é interpretada por sistemas que sintetizam informações antes de entregá-las ao público", afirma. Segundo ele, a tendência é que empresas passem a disputar não apenas cliques, mas espaço dentro da própria resposta fornecida pela ferramenta.

Clareza e atualização passam a ser fatores centrais

De acordo com Sforzin, a presença de uma empresa nas respostas geradas por IA depende de diferentes fatores. Um dos principais é a produção de conteúdo informativo, estruturado de maneira clara e objetiva, capaz de responder a dúvidas frequentes do público. "A inteligência artificial tende a priorizar materiais que apresentem consistência temática, linguagem compreensível e sinais de autoridade. Isso envolve textos bem organizados, informações atualizadas e coerência entre o que a marca publica em seus diferentes canais", diz.

Outro ponto destacado por ele é a organização técnica das páginas, com uso de recursos que facilitem a leitura automatizada do conteúdo. Entre esses elementos estão a arquitetura do site, a correta identificação de temas e serviços e o uso de dados estruturados. "Não se trata apenas de aparecer em uma lista de resultados. Trata-se de permitir que a máquina entenda com precisão quem é a empresa, o que ela oferece e por que aquele conteúdo pode ser considerado confiável", ressalta.

Presença em múltiplos canais reforça autoridade

Segundo o especialista, a estratégia não deve se limitar ao site institucional. Publicações em portais de notícia, perfis profissionais atualizados, avaliações em plataformas públicas e presença consistente em redes sociais também contribuem para ampliar sinais de legitimidade digital. "Quando a marca aparece de forma recorrente em ambientes distintos, com informações compatíveis entre si, isso fortalece a percepção de autoridade e consistência", explica.

Dados da Adobe também apontam crescimento expressivo do tráfego gerado por assistentes de IA para sites de empresas, indicando que essas ferramentas vêm ganhando espaço nas etapas de descoberta e decisão de compra. Para Sforzin, esse cenário mostra que a visibilidade digital tende a depender, cada vez mais, da capacidade de fornecer informação confiável e bem estruturada.

Integração entre SEO e IA deve orientar próximos passos

Na avaliação de Sforzin, o avanço das inteligências artificiais não elimina a importância do SEO tradicional, mas amplia o campo de atuação das marcas. "SEO, GEO e AEO não devem ser tratados como frentes isoladas. Eles se complementam. O conteúdo precisa continuar acessível para buscadores, mas também precisa estar preparado para ser interpretado e reapresentado por sistemas de IA", pontua.

Entre as medidas consideradas prioritárias estão o mapeamento das perguntas mais recorrentes do público, a criação de conteúdos explicativos, a atualização periódica das páginas e a padronização das informações institucionais em diferentes canais. Para o especialista, a tendência é de aprofundamento desse modelo nos próximos anos, à medida que o comportamento de busca continue a se transformar.

Para mais informações, basta acessar o site https://www.desvendandoseo.com.br/

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