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STF condena Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil: Entenda a sentença e quem assume as vagas na Câmara

Primeira Turma do STF fixa penas de até 6 anos e 5 meses em regime semiaberto por propina em emendas de São José de Ribamar; Silvio Antonio e Paulo Marinho Júnior são os substitutos imediatos no PL.

Por: Carlos Leen
18/03/2026 às 10h35
STF condena Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil: Entenda a sentença e quem assume as vagas na Câmara
O STF condenou Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil. Imagem: internet

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou parlamentares do Partido Liberal (PL) do Maranhão no julgamento da Ação Penal 2670, sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.

A decisão confirmou a tese apresentada pela Procuradoria-Geral da República de que houve solicitação de propina para liberação de recursos públicos destinados à saúde.

De acordo com a acusação, os parlamentares teriam solicitado R$ 1,6 milhão ao então prefeito de São José de Ribamar como contrapartida para viabilizar a destinação de R$ 6,7 milhões em emendas parlamentares.

Penas e sanções

Entre os condenados estão o deputado Josimar Maranhãozinho, que recebeu pena de 6 anos e 5 meses de reclusão, e o deputado Pastor Gil, condenado a 5 anos e 6 meses. Ambos deverão iniciar o cumprimento da pena em regime semiaberto.

Além das penas privativas de liberdade, o STF fixou multas proporcionais e determinou o pagamento de indenização por danos morais coletivos. Os sete condenados deverão arcar, de forma solidária, com o valor de R$ 1,667 milhão.

Apesar das condenações, a Corte absolveu os réus da acusação de organização criminosa, por entender que não houve comprovação de uma estrutura permanente voltada à prática de outros crimes.

A decisão também produz efeitos imediatos na esfera política.

Com a condenação, os parlamentares passam a ficar inelegíveis desde já, permanecendo nessa condição até oito anos após o cumprimento das penas. Os direitos políticos também ficam suspensos durante esse período.

Em relação aos mandatos, o STF definiu que caberá à Câmara dos Deputados deliberar sobre a manutenção ou não dos cargos enquanto os condenados estiverem em regime semiaberto.

Após o trânsito em julgado, no entanto, a perda dos mandatos será automática em razão da suspensão dos direitos políticos.

 

Com o afastamento dos titulares, a composição da bancada do PL no Maranhão deve sofrer alterações. O primeiro suplente, Silvio Antonio, assume a vaga deixada por Josimar Maranhãozinho. Já Paulo Marinho Júnior deverá ocupar o lugar de Pastor Gil.

Repercussão

Josimar Maranhãozinho é considerado uma das principais lideranças do PL no Maranhão, com forte influência na articulação política e na formação de bases municipais.

A condenação, decidida por unanimidade, representa um revés significativo para o grupo político.

 

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